Na sessão de hoje na Bolsa de Valores de Hong Kong, a MGM China caiu mais de 4%, a Wynn Macau perdeu 6,5% e o Galaxy Entertainment Group 2,5%. A Sands China registou uma queda de 5,2% e a SJM, fundada pelo magnata do jogo Stanley Ho, caiu 3,5%.

No entanto, a maior queda foi registada pelo grupo Suncity Group Holdings Limited, cujo fundador e CEO é Alvin Chau.

As ações da empresa afundaram hoje 42%, após voltarem a serem transacionadas, depois de as negociações terem estado suspensas, na segunda-feira.

O grupo Suncity é o maior intermediário entre os casinos de Macau e os grandes apostadores, para os quais organiza pacotes de viagens exclusivos ou opera salas de jogo 'VIP' em nome de operadores de casino na região autónoma.

Macau, que foi administrada por Portugal até 1999, é o único lugar na China onde o jogo é legal.

Em comunicado enviado à Bolsa de Valores de Hong Kong, a empresa revelou que Chau ofereceu a sua demissão do cargo. Na mesma nota, o grupo lembrou que "depende do apoio financeiro" do seu fundador.

O Conselho de Administração garantiu ainda que a prisão do magnata não teve "nenhum efeito adverso direto e tangível" na posição financeira, negócios ou operações do grupo.

A empresa negou ainda que Crystal Tiger, um casino localizado perto de Vladivostoque, no sudeste da Rússia, próximo à fronteira com a China, e que opera uma das subsidiárias do grupo, esteja ativamente envolvido na rede criminosa para atrair clientes chineses.

Chau é o executivo de maior destaque visado pelas autoridades, desde que Pequim proibiu a promoção de jogos de azar na China continental, em março passado, e o território propôs regulamentos mais rígidos para os casinos, em setembro.

Alvin Chau "é suspeito de criar um grupo criminoso de jogo transfronteiriço, organização ilegal de operações de jogo envolvendo cidadãos chineses em salas de jogo no exterior, das quais ele é concessionário, e de participar em atividades de jogo de rede transfronteiriça, envolvendo enormes quantias de capital, tendo prejudicado gravemente a ordem social do país", indicaram, em comunicado, as autoridades de Macau.

Na sexta-feira, a procuradoria da cidade de Wenzhou, no leste da China, exortou Alvin Chau a entregar-se às autoridades e a cooperar com a investigação.

Segundo o comunicado emitido pela polícia local, Chau terá aliciado, no total, 80 mil apostadores do continente.

Chau desenvolveu uma rede de pessoal no interior da China, para organizar visitas a salas de jogo no exterior e participar em atividades de jogo 'online' transfronteiriças, lê-se na mesma nota.

O residente de Macau é acusado de estabelecer uma empresa de gestão de ativos na China continental para facilitar a troca de ativos por fichas de jogo, de forma a contornar o restrito controlo de saída de capitais no continente e facilitar a cobrança de dívidas contraídas pelos clientes.

JPI // MIM

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