As rendas das habitações em Macau caíram 8,3% em termos homólogos na primeira metade do ano, sobretudo devido ao "elevado desemprego", segundo um relatório da imobiliária JLL, divulgado em agosto.

A taxa de desemprego subiu para 4,1% entre maio e julho, o valor mais elevado desde 2005, embora o número de trabalhadores estrangeiros sem estatuto de residente tenha diminuído em quase 4.600 em julho, mês em que Macau enfrentou o pior surto de covid-19 desde o início da pandemia.

Por outro lado, subiram os salários dos trabalhadores domésticos (mais 19,8%) e os preços dos combustíveis (21,7%) e das refeições fora de casa (1,7%), indicou hoje a Direção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), em comunicado.

Em abril deste ano, o território tinha levantado as restrições fronteiriças a trabalhadores das Filipinas, isenção mais tarde alargada à Indonésia -- duas das principais fontes de trabalhadores domésticos para Macau.

A companhia aérea Air Macau anunciou esta semana o recomeço em 12 de outubro dos voos diretos com o Vietname, um outro importante país de origem dos trabalhadores domésticos na região chinesa.

No entanto, ao contrário do que acontece para quem entra pela fronteira com a China continental, quem chega do estrangeiro continua a ser obrigado a cumprir uma quarentena de sete dias num hotel, seguido de três dias de "auto-vigilância médica" que pode ser feita em casa.

Em agosto, o índice de preços no consumidor geral desceu 0,17% comparativamente ao mês anterior, de acordo com a DSEC.

Em julho, a taxa de inflação homóloga em Macau era de 1,38%.

Macau segue a política de zero casos imposta por Pequim, apostando na testagem massiva da população e em confinamentos para evitar a propagação dos casos de covid-19.

A região administrativa especial chinesa registou seis mortos e pouco mais de 1.800 casos desde o início da pandemia.

VQ // JNM

Lusa/fim

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