Esta mostra, a primeira de Bradford em Portugal, gira em torno da sua produção artística dos últimos três anos, apresentando trabalhos criados durante e imediatamente antes da pandemia de covid-19.

O objetivo do artista, de 60 anos, é, através desta exposição, que vai estar patente até 19 de junho de 2022, refletir sobre este momento da história, reagindo às crescentes tensões sociais e raciais nos Estados Unidos da América (EUA).

Bradford, "para quem a mitologia da antiguidade tem sido desde sempre uma fonte de inspiração", segundo Serralves, produziu para esta mostra uma nova série de pinturas, tapeçarias e trabalhos sobre papel baseados em "A caça do Unicórnio", conjunto de tapeçarias medievais cujo tema é o unicórnio e produzido nos Países Baixos por volta de 1500.

Durante uma visita para a imprensa hoje, o artista explicou que a exposição mostra "história, a relação com o corpo, política e a materialidade".

Dizendo não querer impor nenhuma mensagem, Mark Bradford assinalou que procura pôr as pessoas a questionar, ter memória e olhar para o futuro.

"Olhar para o passado e para o futuro ao mesmo tempo", referiu.

Mark Bradford adiantou que a mostra se centra no trabalho que tem estado a fazer durante este período de crise e, por isso, espera que quem visite "Ágora" leve perguntas e retire das obras os seus próprios significados e mensagens.

Serralves salientou que, através de uma abordagem física à presença material da pintura, o norte-americano tem tratado questões cruciais, tais como a SIDA, a representação deturpada e o medo da identidade `queer´ e homossexual, o racismo nos EUA e, mais recentemente, a crise decorrente da covid-19.

Serralves é o primeiro museu a acolher uma grande exposição do artista desde que representou os EUA na Bienal de Veneza, em 2017, com a exposição "Tomorrow is Another Day" ("Amanhã é outro dia").

Assim, e para acompanhar a primeira apresentação em Portugal do trabalho de Mark Bradford, o Museu de Serralves irá publicar um livro que documenta a sua produção dos últimos dois anos.

A exposição "Ágora" é organizada pela Fundação de Serralves, comissariada pelo diretor do museu, Philippe Vergne, com coordenação da curadora Filipa Loureiro.

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