A reunião, que decorrerá à porta fechada e será informal, "foi pedida pela França e pela Estónia", precisou uma das fontes, citada pela agência francesa AFP.

A Coreia do Norte disparou hoje dois mísseis balísticos que caíram no mar do Japão e, horas depois, a Coreia do Sul fez o primeiro teste bem-sucedido com um míssil lançado de um submarino.

A Coreia do Sul, que não possui armas nucleares, está sob a proteção do "guarda-chuva nuclear" norte-americano, que garante uma resposta devastadora dos Estados Unidos em caso de ataque ao seu aliado.

No entanto, Seul tem acelerado os esforços para construir as suas armas convencionais, incluindo o desenvolvimento de mísseis mais poderosos.

Especialistas dizem que os avanços militares de Seul têm como objetivo melhorar a capacidade de ataques preventivos e destruir as principais instalações e 'bunkers' norte-coreanos.

Além do míssil lançado por submarino, a Coreia do Sul também testou um míssil a partir de um aparelho militar.

Horas depois do lançamento dos mísseis pelos dois países, o Presidente sul-coreano, Moon Jae-in, afirmou que a crescente capacidade balística da Coreia do Sul servirá como uma "dissuasão segura" contra as "provocações norte-coreanas".

Segundo a imprensa estatal de Pyongyang, Kim Yo-jong, a influente irmã e conselheira do Presidente da Coreia do Norte, Kim Jong-un, condenou a "atitude ilógica de Seul", argumentando que, segundo a lógica da Coreia do Sul, os mísseis sul-coreanos são "ações legítimas para apoiar a paz", enquanto os norte-coreanos constituem "uma ameaça à paz".

Classificando como "uma provocação" a descrição dos testes balísticos da Coreia do Sul, Kim Yo-jong advertiu para os perigos de uma "destruição completa" das relações bilaterais, se o Presidente sul-coreano continuar a caluniar a Coreia do Norte.

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, condenou o lançamento dos dois mísseis balísticos por Pyongyang, afirmando que, além de violar resoluções internacionais, representam "uma ameaça à paz e à segurança" do seu país.

Em declarações à imprensa, Suga expressou o seu "forte protesto" e argumentou que o teste "viola as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas", garantindo que o Japão "está a acompanhar a situação".

Indicou igualmente que Tóquio convocou uma reunião do Conselho de Segurança Nacional, depois de os mísseis norte-coreanos atingirem as águas da zona económica exclusiva do arquipélago japonês.

A última vez que o regime norte-coreano disparou um míssil balístico foi no final de março passado, quando testou o que parecia ser uma versão do seu míssil KN-23, capaz de traçar trajetórias muito difíceis de intercetar.

Além disso, o teste de hoje ocorreu depois de os norte-coreanos terem anunciado, na segunda-feira, que tinham testado um novo tipo de míssil de cruzeiro no fim de semana.

Este armamento, devido ao seu alcance, capacidade de contornar os sistemas de deteção e potencial para carregar também ogivas nucleares, é considerado uma ameaça direta pelo Japão.

ANC (CSR/JSD) // PMC

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