"Os guardas-florestais e da vida selvagem africanos estão sobrecarregados e continuam a assistir a cortes drásticos nos recursos disponíveis para o seu trabalho e a um aumento da caça furtiva, devido ao impacto económico devastador da covid-19", afirma a organização não-governamental (ONG) num comunicado hoje divulgado.

Os guardas da vida selvagem não perspetivam "qualquer alívio", uma vez que "a pandemia de covid-19 continua a ter impacto nas comunidades e na vida selvagem de África".

"As pressões sobre as áreas protegidas de África ameaçam comprometer o sucesso de décadas de desenvolvimento e conservação", alertou a Tusk.

A organização explica que a crise da covid-19 eliminou o financiamento essencial para a proteção da vida selvagem que provém do turismo.

Em 2018, a economia global do turismo relacionado com a vida selvagem gerou mais de 100 mil milhões de dólares e proporcionou nove milhões de empregos, em todo o mundo.

A covid-19 resultou na eliminação radical das viagens transfronteiriças, afetando gravemente os países dependentes das receitas do turismo como uma parte significativa do seu Produto Interno Bruto.

O impacto da pandemia na geração de receitas pelo turismo "foi tão grave que quase metade das áreas protegidas em toda a África relataram que só poderiam manter operações básicas por um período de três meses, se as restrições impostas pelo combate à covid-19 continuassem a ser aplicadas", afirma a Tusk, que cita um estudo de julho de 2020.

As pressões económicas impostas pela covid-19 sobre as comunidades, e a redução da presença de guardas da vida selvagem, resultaram num aumento da caça furtiva, mas espera-se que a ameaça aumente ainda mais se as capacidades do combate às práticas criminosas se mantiveram baixas e à medida que as fronteiras internacionais sejam abertas.

"Tais dificuldades colocam grandes pressões adicionais sobre as áreas protegidas à medida que as comunidades aumentam a utilização de recursos naturais para sobreviver", alerta o comunicado.

APL // LFS

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