A maior economia da Europa teme a saturação hospitalar, no momento em que registou 100.119 mortos e a incidência de casos em sete dias atingiu um valor recorde: 419,7 infeções por 100 mil habitantes.

A situação está a colocar pressão sobre o novo Governo de coligação que irá tomar conta do país em dezembro.

Os hospitais em algumas regiões já enfrentam uma "sobrecarga aguda" que torna necessário transferir pacientes, advertiu no início da semana o presidente da Federação Alemã de Medicina Intensiva, Gernot Marx.

A incidência em sete dias tinha excedido as 400 infeções por 100.000 habitantes pela primeira vez na quarta-feira.

Várias regiões reintroduziram restrições rigorosas para conter a quarta vaga do coronavírus, a de maior impacto desde que o vírus surgiu.

Cerca de 69% da população está totalmente vacinada, um número inferior ao de outros países europeus.

"A situação é grave", admitiu na quarta-feira Olaf Scholz, o futuro chefe de Governo social-democrata após um acordo de coligação com os Verdes e os liberais do FDP, prometendo "fazer tudo" para lidar com a pandemia.

No entanto, a nova coligação parece excluir por enquanto a ideia de confinamento nacional, e aposta na generalização dos passes de saúde nos transportes e restrições de acesso para pessoas não vacinadas, por exemplo, a sítios culturais.

A Alemanha deve "estudar" uma possível "extensão" da obrigação de vacinação, em vigor no exército e brevemente em instituições de cuidados de saúde, disse Scholz.

Mil milhões de euros serão também disponibilizados para o pessoal da saúde e prestadores de cuidados.

O Governo cessante de Angela Merkel prorrogou, na quarta-feira, até abril de 2022 a ajuda concedida às empresas afetadas por encerramentos ou quedas de rendimentos, bem como ao esquema de trabalho a tempo reduzido.

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