"Esta visita foi adiada por duas vezes, finalmente acabou por acontecer. É minha intenção fazer o mesmo em todo o país, passar por todas as províncias. Isto não tem nada a ver nem com campanha nem com pré-campanha, estamos a um ano das eleições, é muito cedo para falar nesses temas", disse João Lourenço aos jornalistas, no útimo dia da sua deslocação ao Cuanza Norte.

"É algo que venho fazendo desde o início do mandato, que é a chamada governação de proximidade em que, no local, debatemos com as autoridades os principais problemas que afligem as populações de cada uma das províncias. E muitas das soluções são encontradas durante essas visitas a exemplo do que aconteceu noutras províncias", continuou o chefe de Estado angolano, explicando desta forma o objetivo da visita.

João Lourenço adiantou que vai "continuar a trabalhar para minimizar as dificuldades que ainda afetam as populações" e comentou a decisão dos canais estatais TPA e TV Zimbo de deixarem de cobrir atividades do principal partido da oposição, UNITA, apelando ao diálogo.

As televisões "é que sentiram na pele a intolerância por parte de um determinado partido político, sentiram a vida dos seus jornalistas, dos seus profissionais, em causa, em perigo, e reagiram da forma que todos nós vimos", disse o Presidente, recordando que a decisão de não cobrir mais ações da UNITA coube aos "ofendidos, no caso os órgãos de comunicação social".

O Presidente angolano não se pronunciou sobre o regresso do seu antecessor, José Eduardo dos Santos, que chegou a Luanda na terça-feira após mais de dois anos de ausência, depois de João Lourenço ter iniciado uma campanha anticorrupção em 2017, em que alguns dos visados são familiares ou colabores próximos do antigo chefe de Estado, que governou Angola durante 38 anos.

 

RCR // JH

Lusa/fim

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