Num comunicado enviado à Lusa, a AdP refere que estes dois contratos são relativos à assistência técnica para o desenvolvimento de serviços de abastecimento de água e de saneamento e que terão financiamento assegurado pelo Banco Mundial e pelo banco Europeu de Investimento.

Um dos contratos diz respeito à assistência técnica à Empresa de Água e Saneamento da Huíla (EASH), na província com o mesmo nome, no sul do país, enquanto o outro tem como objetivo o apoio às cidades de Moçâmedes, Luena e Dundo.

O projeto na Huíla tem uma duração prevista de quatro anos e abrangerá os municípios de Lubango, Chibia, Matala, Jamba, Cacula e Quipungo, num total de 1,6 milhões de pessoas.

Este contrato envolve a assistência técnica à EASH para a capacitação da empresa nas áreas técnica, financeira e comercial.

Já o projeto em Luena, Dundo e Namibe tem uma duração de três anos e pretende apoiar o Ministério de Energia e Águas de Angola na "implementação do respetivo projeto de financiamento, nomeadamente na monitorização e gestão do contrato, na gestão financeira dos projetos e na gestão ambiental do social dos projetos".

À Lusa, o diretor da AdP Internacional, Cláudio Jesus, considerou que estes contratos são "o fruto de um modelo de relacionamento bilateral entre Estados que já vem de longa data".

"Isto é fruto de um trabalho continuado, persistente e muito incisivo que o grupo vem fazendo com Angola e com todos os decisores deste setor", acrescentou o responsável.

Estes dois contratos juntam-se a outros dois que o grupo tem em Angola até 2022, que incluem o apoio à gestão das empresas provinciais de abastecimento de água de Bengo e de Cunene e que representam cerca de 14 milhões de dólares (11,87 milhões de euros, ao câmbio atual), com o financiamento do Banco Africano de Desenvolvimento.

O Grupo AdP atua em Angola desde 2004, desempenhando atividades de consultoria, assistência técnica, capacitação e formação e operação e manutenção de sistemas de abastecimento de água.

JYO // RBF

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