O chamado Índice de Atividade Económica (IBC-Br), que a autoridade monetária mede mensalmente na tentativa de antecipar a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB) do país, atingiu 140,52 pontos em julho, superando, assim, o patamar de fevereiro de 2020 (139,16 pontos), quando o Brasil registou o seu primeiro caso de covid-19.

O crescimento de 0,60% da atividade económica em julho praticamente dobrou a projeção dos economistas para o mês (0,35%).

Segundo o Banco Central, a atividade económica do Brasil cresceu 5,53% em julho face ao mesmo mês do ano passado, quando o país já havia suspendido parte das medidas de distanciamento social e superado o pior momento económico da primeira vaga da pandemia de covid-19.

O emissor disse ainda que a atividade económica brasileira cresceu 9,44% no último trimestre (maio a julho) face ao mesmo período do ano passado e que acumula uma expansão de 6,8% nos primeiros sete meses do ano de 2021.

Graças a essa recuperação, a atividade económica do Brasil acumula um crescimento de 3,26% nos últimos 12 meses até julho na comparação com o período entre agosto de 2019 e julho de 2020.

Os números são compatíveis com as projeções tanto do Governo quanto dos economistas, que preveem que o Brasil encerrará 2021 com um crescimento económico da ordem de 5,15% após a retração histórica do ano passado (-4,1%) e que superará a crise gerada pela covid-19.

Apesar das projeções otimistas para 2021, nos últimos dias os analistas reduziram suas projeções para o crescimento do Brasil em 2022, agora abaixo de 1%, devido aos crescentes problemas que o país enfrenta.

Além de uma grave crise institucional um ano antes das eleições presidenciais de 2022, o Brasil está sofrendo um forte aumento da inflação, que já ultrapassa 8% ao ano, seu maior nível em vários anos, o que obrigou o Banco Central a aumentar com força a taxa básica de juros.

Economistas temem que o aumento do custo do dinheiro possa desacelerar a expansão económica do país no próximo ano, assim como temem os efeitos da grave crise hídrica que o país enfrenta, a maior em 91 anos, dada a possibilidade de o Brasil sofrer apagões ou racionamento de energia elétrica.

CYR // LFS

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