Com esta subida o Fundo Petrolífero de Timor-Leste totaliza agora 18,07 mil milhões de dólares (15,4 mil milhões de euros).

O relatório trimestral do Fundo Petrolífero (FP), divulgado hoje pelo Banco Central de Timor-Leste (BCTL) mostra que o retorno de investimento no período entre abril e junho ascendeu a 1,23 mil milhões de dólares (cerca de 1,05 mil milhões de euros).

O vice-governador do Banco Central de Timor-Leste (BCTL), Venâncio Alves Maria disse que este valor inclui uma valorização de 1,19 mil milhões de dólares (1,01 mil milhões de euros) no valor de mercado dos ativos do FP, o que representa um retorno de 7,27% para o trimestre, comparado com o benchmark de 7,28%.

Segundo o relatório, o fundo registou entradas brutas de capital de 65,73 milhões de dólares (55,9 milhões de euros), incluindo 18,15 milhões de dólares (15,44 milhões de euros) de impostos e 47,58 milhões de dólares (40,47 milhões de euros) de royalties da Autoridade Nacional do Petróleo e Minerais (ANPM).

Durante o segundo trimestre o BCTL transferiu do FP para a conta do Tesouro um total de 250 milhões de dólares (212,63 milhões de euros).

O comportamento do fundo no segundo trimestre do ano contrasta com os primeiros três meses quando o saldo do Fundo Petrolífero timorense caiu 640 milhões de dólares (584,4 milhões de euros), afetado pelo impacto da covid-19 nos mercados internacionais.

Venâncio Alves Maria disse que este é o valor mais alto de sempre do FP desde a sua criação em 2005, sendo o terceiro maior retorno de sempre.

Os dados de evolução do FP evidenciam a queda das receitas, especialmente petrolíferas, ao longo dos anos, de um máximo de 3,5 mil milhões de dólares em 2012, para nove vezes menos nos últimos anos.

Em sentido inverso tem estado o retorno dos investimentos que em 2018 ascendeu a 1,4 mil milhões de dólares e em 2019 a 1,23 mil milhões de dólares.

"A realidade é que as receitas do petróleo começam a ser cada vez menores", recordou, notando que, em média, e ao longo dos últimos 15 anos, "a média de retorno do FP é positiva".

Venâncio Alves Maria disse que o aumento do valor dos ativos do FP no segundo trimestre se deveu ao "comportamento dos mercados" que "reagiram positivamente às medidas tomadas por vários países, de resposta à pandemia, procurando reativar a economia".

"Ações políticas fiscais e económicas de estímulo e de apoio à economia nacional, com impacto positivo no mercado financeiro, provocando uma reação positiva nos mercados. Ainda assim, a volatilidade deverá continuar, de acordo com a situação.

Questionado pela Lusa sobre se as medidas adotadas pelo Governo timorense também estão a ter impacto na economia nacional, o vice-governador disse que "apesar de não haver dados concretos, as medidas estímulo têm sempre efeito positivo".

"A questão aqui é se os estados, incluindo Timor-Leste, têm condições para continuar a suportar a economia, com medidas de estímulo, se a situação da covid-19 se prolongar", referiu.

 

ASP//MIM

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