A origem e o destino do marfim ainda não são conhecidos, e está em curso uma investigação.

"Os nossos serviços apreenderam cerca de 1.500 kg de marfim no sábado", de acordo com uma fonte judicial, que não quis ser identificada, em declarações à agência France-Presse. "Cinco pessoas que transportavam o marfim em grandes camiões foram presas, mas duas fugiram depois do interrogatório", acrescentou.

"Os três congoleses detidos dizem ser simples transportadores, que não conhecem a origem ou o destino final das presas e afirmam que os que fugiram são os proprietários", segundo a mesma fonte.

Sabin Mande, advogado da "Natural Resources Network", uma plataforma que reúne várias organizações não-governamentais (ONG) ambientais congolesas, garantiu à AFP ter visto "18 sacos cheios de marfim com mais de 1.500 quilogramas" no gabinete do procurador do Ministério Público em Lubumbashi, capital da província do Alto Catanga, esta quarta-feira.

Segundo o ativista, um tamanho volume de presas de animais reunidas representa o abate de "80 a 100 elefantes". "Isto é criminoso", comentou.

O caso constitui uma das maiores apreensões de marfim no continente africano.

Nos últimos dez anos, foram feitas apreensões de duas a quatro toneladas no Quénia e no Togo. A maior apreensão recente em todo o mundo foi feita no Vietname, com nove toneladas descobertas em março de 2019 num navio proveniente do Congo.

O comércio ilegal de marfim é a terceira forma mais lucrativa de tráfico depois da droga e das armas. É alimentada por uma grande procura na Ásia e no Médio Oriente, onde as presas de elefante são utilizadas na medicina tradicional e ornamentação.

APL // VM

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