
"Muita coisa vai acontecer aqui em Angoche", afirmou Filipe Nyusi, após o lançamento da primeira pedra da obra, que tem financiamento do Banco Árabe de Desenvolvimento Económico de África (BADEA) e do Fundo da OPEP para o Desenvolvimento.
"O peixe de Angoche vai ser aquele de primeira", acrescentou o chefe de Estado, garantindo que a infraestrutura, a concluir em 24 meses, representa o concretizar de um "sonho" da população local, contribuindo para a "geração de rendas, criação de emprego e consolidação da cadeia de valor" de vários setores no norte do país.
Vai permitir "desconcentrar a vida", garantiu Nysusi: "Ninguém deve sair daqui à procura de energia, de gelo".
A obra prevê a construção de um cais de 380 metros de comprimento, com 30 metros de largura, que permitirá a acostagem de 40 embarcações artesanais, dez semi-industriais e 15 industriais.
Contará ainda com sete câmaras frigoríficas com capacidade para 350 toneladas de pescado e duas câmaras de congelação rápida de 200 toneladas, além de uma sala de processamento de pescado e uma fábrica de produção de gelo com capacidade para 460 toneladas.
"Muita coisa vai acontecer aqui em Angoche", garantiu o chefe de Estado, estimando que a construção mobilize cerca de 400 trabalhadores e que na fase de operação o novo porto empregue diretamente cerca de uma centena de pessoas.
A cidade de Angoche, sede do distrito, conta com mais de 100 mil habitantes, tendo na pesca uma das principais atividades económicas.
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