A decisão foi tomada após uma reunião interministerial e um dia após o naufrágio no Canal da Mancha de uma embarcação de migrantes que provocou pelo menos 27 mortos, incluindo menores.

"Esta reunião deverá permitir definir as vias e meios de reforçar a cooperação policial, judicial e humanitária" para "melhor combater as redes de traficantes envolvidas nos fluxos migratórios", precisou o gabinete do primeiro-ministro francês, Jean Castex.

Os círculos próximos de Castex insistiram na necessidade "de uma reposta à escala europeia para que seja eficaz", em particular "com uma repressão permanente aos traficantes" de migrantes, referiu a agência noticiosa AFP.

Alguns minutos antes, e no decurso de uma deslocação à Croácia, o Presidente francês, Emmanuel Macron, tinha apelado a "uma cooperação europeia mais forte na matéria".

"A França é um país de trânsito, combatemos essas redes que se aproveitam dos dramas, mas por isso devemos melhorar a cooperação europeia", acrescentou o chefe de Estado francês, ao assinalar que "quando essas mulheres e homens chegam às margens da Mancha, é já demasiado tarde".

"É necessário responsabilizar os nossos parceiros e temos necessidade de reforçar as nossas cooperações com a Bélgica, os Países Baixos, a Alemanha, mas também com os britânicos e a Comissão [europeia]", insistiu.

Emmanuel Macron também mencionou "uma série de reuniões que serão promovidas pelo ministro do Interior nos próximos dias para melhor prevenir as chegadas a território francês e também para uma melhor integração dos britânicos na prevenção destes fluxos através do desmantelamento das redes de traficantes".

Jean Castex, em isolamento até ao final meados da próxima semana após um teste positivo à doença covid-19, manteve na manhã de hoje uma reunião por videoconferência com os ministros franceses do Interior, Gérald Darmanin, da Justiça, Éric Dupond-Moretti, da Defesa, Florence Parly, do Mar, Annick Girardin, dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, dos Negócios Estrangeiros, Jean-Yves Le Drian, e com o secretário de Estado para a Europa, Clément Beaune.

O naufrágio ocorrido na quarta-feira é o mais mortal desde o aumento, em 2018, das travessias irregulares migratórias do Canal da Mancha, que liga França ao Reino Unido, face ao crescente bloqueio do porto de Calais e do túnel utilizado até então por migrantes que tentavam chegar a Inglaterra.

PCR // SCA

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