A operação realizada de 23 de junho a 31 julho de 2022 "visou o tráfico de drogas por via aérea, marítima e terrestre em 22 países, com mais de 291 toneladas de produtos químicos" destinados ao fabrico de psicotrópicos e "35,5 toneladas de entorpecentes" apreendidos, detalhou a organização internacional de cooperação policial com sede em Lyon, em França.

As apreensões incluem 20 toneladas de cocaína, 11 toneladas de canábis, 1,8 toneladas de cetamina e 581 quilogramas de Captagon, segundo a mesma fonte.

Também foi desmantelado um "superlaboratório clandestino", capaz de produzir "centenas de quilogramas de cetamina", no Camboja, e foram apreendidos 75 quilogramas de heroína no porto Mundra, na Índia, como parte dessa operação batizada de "Lionfish" -- um peixe venenoso comum na Ásia-Pacífico.

"Enquanto as drogas tradicionais como a cocaína e a canábis continuam a representar uma parte significativa dos estupefacientes em circulação, a operação destacou o aumento da produção e venda de drogas sintéticas como as metanfetaminas, captagon ou cetamina", explicou a Interpol.

Um total de 1.333 suspeitos de 25 nacionalidades diferentes foram presos, inclusive no Camboja um traficante procurado por aviso vermelho.

A operação mostrou que os traficantes, grupos organizados, operam como 'holdings' globais e utilizam diferentes meios de transporte, de contentores de carga a correios, passando por lanchas e pequenos aviões, segundo a Interpol.

Entre os países participantes na operação policial estão, entre outros, Bahrein, Brasil, Camboja, Índia, Tailândia, Indonésia, Sri Lanka, Marrocos, Iraque, Colômbia, Omã, Japão e Austrália.

JML // CC

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