Segundo a polícia de Corumbá, uma cidade na fronteira com a Bolívia, localizada no estado de Mato Grosso do Sul, a mulher foi responsável pela análise e aprovação do plano de voo do avião que transportava o Chapecoense e era uma fugitiva da justiça no seu país.

"A mulher boliviana era especialista em segurança de voo e, na altura, não observou os requisitos processuais mínimos para a aprovação do plano de voo da aeronave, uma vez que no programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem", explicou a Polícia Federal numa nota.

O trágico acidente ocorreu em novembro de 2016 quando o avião que transportava o Chapecoense se despenhou a 17 quilómetros do aeroporto José María Córdova, perto da cidade de Medellín, depois de ter ficado sem combustível.

A equipa estava a caminho da Colômbia para jogar contra o Atlético Nacional na final da Copa Sul-Americana de 2016.

A tragédia provou a morte a 71 das 77 pessoas no avião da companhia aérea boliviana Lamia. Três futebolistas, dois membros da equipa e um jornalista sobreviveram.

A mulher permanecerá detida na cidade de Corumba, no Mato Grosso, enquanto os procedimentos legais são realizados para a entregar às autoridades bolivianas.

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