A decisão surge como retaliação pelas sanções aprovadas por Washington contra Moscovo devido à ofensiva militar da Rússia na Ucrânia.

"Sublinhamos que as ações hostis de Washington tornar-se-ão um 'boomerang' contra os EUA e serão devidamente rejeitadas", disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo em comunicado, anunciando a medida.

Moscovo sublinhou que "as contra-sanções russas são de natureza obrigatória e visam forçar o governo dos Estados Unidos da América, que tenta impor ao resto do mundo uma ordem mundial neocolonial baseada nas suas regras, a mudar o seu comportamento e reconhecer as novas realidades geopolíticas".

"A Rússia não procura confrontos e está aberta a um diálogo franco e respeitoso, diferenciando o povo norte-americano, que sempre teve o nosso respeito, das autoridades norte-americanas, que incentivam a russofobia, e daqueles que as servem. São precisamente estas pessoas que estão incluídas na 'lista negra' russa", acrescentou.

Além do Presidente, também o seu segundo filho, Robert Hunter Biden, figura da lista das pessoas proibidas desde hoje de entrarem na Rússia.

Entre os principais altos funcionários do Governo e instituições dos Estados Unidos visados por Moscovo estão também o Secretário de Estado, Antony Blinken, o secretário da Defesa, Lloyd Austin, e o diretor da CIA, William Burns.

Estas sanções foram anunciadas pouco depois de Washington ter noticiado que Biden, que está em visita a Seul, promulgou um projeto de lei que contempla um pacote de ajuda adicional à Ucrânia no valor de quase 40 mil milhões de dólares.

A Rússia lançou uma ofensiva militar na Ucrânia a 24 de fevereiro, que ainda perdura, condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com ajuda financeira e militar, como o envio de armamento, à Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas sem precedentes contra Moscovo.

ANP // MSP

Lusa/fim

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