Os dados do Instituto Robert Koch (RKI) divulgados hoje mostram que a incidência acumulada está em 806,8 novos casos por cada 100.000 habitantes, em comparação com 220,7 há um mês, 515,7 há uma semana e 772,7 no sábado.

As autoridades de saúde registaram 85.440 novas infeções em 24 horas e 54 mortes atribuídas à covid-19, acima de 52.504 casos e 47 mortes uma semana antes, enquanto o número de casos ativos é agora de cerca de 1.334.800.

Desde o início da pandemia, na Alemanha 8.681.447 pessoas deram positivo para a infeção pelo coronavirus da covid-19 e 116.718 morreram, enquanto 7.230.000 recuperaram da doença.

O conselho de peritos que aconselha o Governo salienta, no seu terceiro e mais recente relatório, que o número de novos internamentos em cuidados intensivos (UCI) está a diminuir porque há menos infeções com a variante Delta e mais com a Ómicron, menos grave, mas alerta que também o avanço desta cresce lentamente nas unidades críticas.

"A dimensão da pressão hospitalar dependerá decisivamente das incidências no grupo de pessoas não vacinadas com mais de 50 anos", diz.

A baixa taxa de vacinação, também entre as pessoas com mais de 50 anos, sugere que com o crescimento do número de infeções aumentará também o número de pessoas hospitalizadas, incluindo em cuidados intensivos.

"A longo prazo, é urgente colmatar as lacunas de imunidade na sociedade através das vacinas. Caso contrário, temos de contar com novas vagas fortes e cíclicas de contágio e doença", alertam os especialistas.

A taxa acumulada de hospitalizações em sete dias situa-se em 3,77 por 100.000 habitantes, enquanto a ocupação nas UCI de doentes com covid-19 é de 10,9% das camas disponíveis para a população adulta.

Até sexta-feira, 75,4% da população alemã (62,7 milhões de pessoas) tinha sido vacinada e 50,1% (41,7 milhões) tinha recebido uma dose de reforço.

Ou seja, 24,6% da população (20,5 milhões de pessoas) ainda não está vacinada, estando aqui incluídas quatro milhões de crianças com menos de quatro anos, para os quais ainda não há vacina.

A covid-19 provocou pelo menos 5,57 milhões de mortes em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

ANP // VM

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