“Esta data é uma oportunidade para homenagearmos todos os que nos antecederam e recordarmos o extraordinário trabalho realizado e o compromisso permanente com a saúde respiratória do povo português”, começa por afirmar António Morais, presidente da Sociedade Portuguesa de Pneumologia, em comunicado divulgado. “No entanto, apenas se desbravarmos novos horizontes e se aprofundarmos o conhecimento e a divulgação da saúde respiratória é que esta homenagem será digna do legado deixado”.

O fundador e primeiro presidente da SPP foi Thomé Villar, anteriormente médico no Hospital de Santa Maria e uma das figuras da Pneumologia moderna em Portugal. De acordo com a nota divulgada pela SPP, no começo, pretendia-se que nesta sociedade se revissem todos aqueles que se interessavam pelo estudo, pelo tratamento e pela erradicação das doenças do aparelho respiratório inferior.

Foram 37 os elementos que constituíram o núcleo de sócios fundadores da SPP que, hoje, conta com 1146 sócios. Tal como o nome indica, a grande maioria dos sócios da sociedade são, desde o começo, Pneumologistas, no entanto, os especialistas em Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna, Imunoalergologia, Pediatria,  Cirurgia Torácica, Radiologia, Infeciologia, Anestesia, bem como de outras especialidades, foram também ganhando representatividade ao longo dos anos.

De salientar que, atualmente, os profissionais de saúde não médicos podem também ser sócios ativos e, inclusivamente, criar os seus próprios grupos de trabalho (existindo, atualmente, os núcleos de Fisioterapeutas Respiratórios, Cardiopneumologistas e de Enfermeiros).

A SPP destaca que ao longo dos 50 anos de existência foi incentivado “um contacto próximo com a população portuguesa promovendo a literacia em Saúde através de campanhas de sensibilização dirigidas à sociedade civil”, pode ler-se na nota emitida. “Tem também assumido um papel interventivo na tomada de decisões políticas relacionadas com a Medicina Respiratória e é a principal fonte de formação contínua e de atualização dos profissionais de saúde que se dedicam à patologia respiratória. É também por todas estas áreas que passa o futuro da SPP”, conclui a sociedade.

CG

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