No ano, o retalho brasileiro acumula uma subida de 1,9% e nos últimos 12 meses um crescimento de 1,9%.

O desempenho positivo do setor foi provocado principalmente pelo crescimento das vendas em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e tabaco (0,9%).

Também aumentaram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,2%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,2%).

Mesmo com resultado geral favorável, mais da metade das atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram resultado negativo no período.

O volume de vendas de móveis e eletrodomésticos recuou 2,3%, assim como tecidos, vestuário e calçados, que caiu 1,9%, combustíveis e lubrificantes (-1,4%) e livros, jornais, revistas e papelaria (-1,4%).

O gestor da pesquisa do IBGE, Cristiano Santos, avaliou que em novembro muitos comerciantes do Brasil fizeram promoções na chamada 'Black Friday', porém, o volume de vendas foi menos intenso do que em 2020 quando esse período de promoções foi melhor.

"Isso se deve, em parte, pela inflação, mas também por uma mudança no perfil de consumo, já que algumas compras foram realizadas em outubro ou até mesmo no primeiro semestre, quando houve maior disponibilidade de crédito e o fenómeno dos descontos. Isso adiantou de certa forma a 'Black Friday' para algumas cadeias", explicou Santos.

No comércio retalhista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e material de construção, o volume de vendas cresceu 0,5%.

O segmento foi influenciado pelas taxas positivas das vendas de veículos, motos, partes e peças (0,7%) e material de construção (0,8%).

CYR // LFS

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