Em 20 de outubro, o primeiro-ministro, António Costa, considerou que o modelo do leilão 5G "inventado pela Anacom" é o "pior possível", razão pela qual estava a provocar um "atraso imenso" ao desenvolvimento da rede em Portugal.

Questionado sobre se ficou ofendido com as declarações do primeiro-ministro, João Cadete de Matos foi perentório: "Nunca me senti ofendido com declaração de nenhum membro" do Governo.

Cadete de Matos falava na conferência de imprensa sobre o fim do leilão 5G, que terminou na quarta-feira, que está a decorrer na sede do regulador, em Lisboa.

"Nunca ponderei demitir-me", rematou o presidente da entidade reguladora.

"Estamos todos de acordo que o modelo de leilão que a Anacom inventou é, obviamente, o pior modelo de leilão possível. Nunca mais termina e está a provocar um atraso imenso ao desenvolvimento do 5G em Portugal", respondeu António Costa a uma questão colocada pelo deputado social-democrata Duarte Marques, há oito dias no parlamento.

"Quem construiu essa doutrina absolutamente extraordinária, a de que era preciso limitar os poderes dos governos para dar poderes às entidades reguladoras, deve refletir bem sobre este exemplo do leilão do 5G para ver se é este o bom modelo de governação económica do futuro", acrescentou Costa, no final do debate preparatório sobre o Conselho Europeu de quinta e sexta-feira em Bruxelas, que decorreu na Assembleia da República.

Costa respondia à questão levantada por Duarte Marques, que pôs em causa o facto de Portugal e a Lituânia serem os únicos países europeus comunitários sem a rede de alta velocidade e se estaria disponível para alterar o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para garantir a transição digital no território português, "onde ainda existem zonas com 1G".

 

ALU/(JSD) // JNM

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