A tese intitulada "Mecanismos moleculares de formação e persistência da memória no cérebro adulto e envelhecido" recebeu o prémio "Foundation BrainAid IZN Dissertion Award 2022", atribuído pela Fundação BrainAid e focou-se em investigar os mecanismos moleculares associados a aprendizagem em memória.

"Como é que as memórias são formadas no cérebro e quais são as proteínas que levam as memórias a serem formadas de uma forma correta ou incorreta. Tanto em condições fisiológicas, ou seja, na ausência de doença, como no processo de envelhecimento", explicou David Brito, em declarações à Lusa.

Durante os cinco anos em que realizou a tese de doutoramento em Heidelberg, na Alemanha, o investigador português descobriu que três proteínas com papéis um pouco diferentes estão envolvidas na "regulação da memória no cérebro".

O modelo de experimentação animal usado foi o ratinho.

As três proteínas poderão ser relevantes em contexto fisiológico e no envelhecimento, mas também em doenças neurológicas como Perturbação de Stress Pós-Traumático e Síndrome de Rett.

O prémio pretendia distinguir o melhor trabalho de investigação elaborado no âmbito de um consórcio de 59 laboratórios nas universidades de Heidelberg e Mannheim, Max Planck Institute for Medical Research e DKFZ - O Interdisciplinary Center for Neurosciences (IZN).

"Vem reconhecer um trabalho que foi feito durante o meu doutoramento e facilitar a aquisição de futuros projetos que irei desenvolver como pós-doutorado. Dá também visibilidade ao centro onde estou inserido (...) e também vai abrir portas a financiamento", apontou David Brito.

O investigador português concluiu a licenciatura em Ciências Biomédicas na Universidade do Algarve, o mestrado em Biologia Celular e Molecular com especialização em neurociências foi realizado na Universidade de Coimbra. O doutoramento foi conduzido em Heidelberg, na Alemanha.

 

JYD // VM

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