Os militares do grupo armado Cooperativa para o Desenvolvimento do Congo (Codeco) atacaram na sexta-feira uma cidade mineira de Mungwalu, no território de Djugu, ao norte de Bunia, capital da província de Ituri.

"Sete civis foram mortos por esses militares, entre duas crianças, uma mulher grávida e quatro homens", disse à AFP Chérubin Nkuku Ndilawa, um responsável da sociedade civil local.

Em pânico, os moradores fugiram da cidade e procuraram refúgio em localidades vizinhas, enquanto "dois membros das milícias Codeco, capturados por jovens furiosos, foram queimados vivos", avançou Ndilawa.

O Exército garantiu ter "repelido ferozmente" esta "tentativa de ataque", como afirmou o porta-voz regional, tenente Jules Ngongo, enquanto testemunhas no local referiram à AFP ter visto militares a intervir contra o ataque e a sobrevoar a área a bordo de pelo menos dois helicópteros de combate.

"O balanço provisório desta operação aponta para 36 membros das milícias Codeco mortos e outros oito capturados", disse o tenente Ngongo em declarações à imprensa.

Saudando a intervenção do Exército, o oficial lamentou, no entanto, o facto de "uma bomba" lançada de um helicóptero do "ter caído na área de mineração de Camp Blangete, causando a morte de dois escavadores artesanais e ferido três outros".

Os Codeco são membros de um grupo armado local que afirma defender os interesses da comunidade Lendu, uma das comunidades de Ituri. Composto por diferentes fações, sem comando único, o Codeco ataca membros de outras comunidades, principalmente os Hema.

Depois de anos de guerra, principalmente entre os Hema e os Lendu, Ituri registou uma calma relativa durante quase duas décadas.

Região rica em ouro e abastecida com petróleo, Ituri voltou à violência no final de 2017, o que foi atribuído sobretudo à milícia Codeco, que provocou milhares de mortos.

Na semana passada, mais de 100 pessoas foram mortas na região, apesar do estado de sítio declarado no início deste ano.

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