"Queremos fazer um apelo para que, enquanto se espera pela fixação de pensões, a comunidade internacional continue a pagar os seus subsídios [de reintegração]", destacou André Magibire, secretário-geral da Renamo.

Aquele dirigente falava em Gôndola, centro de país, no lançamento do programa de pacificação DELPAZ - Desenvolvimento Local para a Consolidação da Paz em Moçambique.

Após entregarem as armas, os guerrilheiros recebem um subsídio durante um período de alguns meses e depois são fixadas pensões, mas ambas as componentes estão atrasadas, referiu, sem detalhes.

A ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, respondeu, reconhecendo que há "muitas dificuldades". 

"Contamos com o apoio dos parceiros", mas estes também "estão a enfrentar problemas devido à covid-19", o que prejudica a velocidade dos desembolsos, referiu.

António Gaspar, embaixador da UE em Moçambique, em resposta aos jornalistas no final da cerimónia, disse poder haver "obstáculos aqui e ali", mas referiu que os subsídios aos guerrilheiros da Renamo "estão a ser pagos".

As reclamações de atrasos nos benefícios têm sido recorrentes por parte da Renamo nos últimos meses.

O processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR) é financiado pela comunidade internacional através de um fundo multidoadores, gerido pelo Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS, sigla inglesa) e dirigido politicamente pelo Secretariado da Paz, com um enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas e um grupo de contacto de que a União Europeia (UE) faz parte.

Em junho, o fundo dispunha de cerca de 20 milhões de euros de recursos, "dos quais foi gasta uma parte", mas com "um remanescente muito importante" e "contribuições" a entrar, explicou na altura Antonio Gaspar à Lusa.

Cerca de metade dos 5.200 guerrilheiros da Renamo já aderiram ao processo de DDR.

AYAC//RBF

Lusa/Fim

 

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