José Ramos-Horta falava na embaixada chinesa em Díli, a propósito do 73.º aniversário da independência da República Popular da China, que se assinala sábado.

Para o chefe de Estado timorense, "a China e Timor-Leste sempre perseguiram uma política externa de respeito e desenvolvimento inclusivo e sustentável".

"Partilhamos interesses comuns na salvaguarda da paz e da estabilidade no mundo e na nossa região. E partilhamos interesses comuns na defesa da equidade e da justiça internacionais. Ambos os países estão empenhados no alívio da pobreza, a nível nacional e internacional", disse.

Nesta intervenção, Ramos-Horta sublinhou o "importante" papel que a China desempenha "na paz e desenvolvimento" da região.

"Timor-Leste reconhece o papel central da República Popular da China no mundo. Como líder global e membro permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, a China tem uma grande responsabilidade na promoção e defesa do diálogo para a preservação da paz regional e global", indicou.

E acrescentou: "A paz só será real e duradoura quando for alcançada através do diálogo e do respeito mútuo, em que nenhuma parte é coagida e humilhada, em que a paz não é imposta pela parte mais forte".

Ramos-Horta recordou as relações longínquas entre os dois povos, mas também as mais recentes.

"A China foi o primeiro país a estabelecer relações diplomáticas com Timor-Leste após termos conquistado a independência em 2002. E desde a altura em que nos juntamos formalmente à comunidade internacional como um Estado soberano igual, a China continua a apoiar-nos de muitas formas", apontou.

Em termos de ajuda chinesa, o Presidente da República de Timor-Leste enumerou o apoio "em áreas como a educação, o desenvolvimento de infraestruturas, incluindo estradas e edifícios públicos".

Durante a última década, observou, "o valor total das importações da China para Timor-Leste triplicou, passando de 21,5 milhões de dólares, em 2010, para 69,2 milhões de dólares em 2019".

Já em relação às exportações de Timor-Leste para a China, foram de "apenas" 19,5 milhões de dólares.

Mas há novas perspetivas: "Recentemente, temos visto um interesse crescente da China no café timorense e esperamos que isso continue, e que os compradores chineses comecem a interessar-se por alguns dos nossos outros produtos agrícolas de nicho, tais como baunilha e especiarias".

SMM // LFS

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