No Dia Mundial do Combate ao Bullying, que hoje se assinala, a Polícia de Segurança Pública alerta para este fenómeno, principalmente no meio escolar, estando a realizar uma operação de sensibilização nas escolas do primeiro, segundo e terceiro ciclo até ao dia 29.

Em comunicado, a PSP refere que, desde o ano letivo 2013/2014, tem registado "uma tendência decrescente, tanto no número total como na gravidade das ocorrências criminais e não criminais reportadas em ambiente escolar".

Segundo a Polícia de Segurança Pública, "esta tendência decrescente é mais acentuada nas participações por agressões físicas, com reflexo no acréscimo das injúrias e ameaças".

A PSP adianta que a tendência decrescente das situações de bullying "parece revelar que as vítimas e a comunidade reagem de forma mais precoce a este fenómeno, havendo menos situações que chegam ao ponto da agressão física sem conhecimento e intervenção das instituições".

No comunicado, a Polícia de Segurança Pública dá conta que a operação "Bullying é para fracos", iniciada na segunda-feira, decorre por ocasião do Dia Mundial do Combate ao Bullying e abrange crianças e jovens dos 6 aos 15 anos.

A PSP sublinha também que, desde o início do ano letivo, tem estado "particularmente atenta à forma como estão a ser retomados tanto os contactos interpessoais como as dinâmicas de socialização entre as crianças e jovens em ambiente escolar" após o confinamento devido à pandemia.

Segundo a PSP, a ausência prolongada de interação presencial pode ter contribuído para uma diminuição "das competências de socialização e com isso potenciar comportamentos de bullying ou cyberbullying".

A PSP reforça a informação e sensibilização junto da comunidade descolar com o objetivo de "aumentar o conhecimento sobre este fenómeno", "fazer crescer o sentimento de intolerância e de rejeição para com as práticas de bullying", aumentar a confiança nas capacidades da polícia "para intervir e lidar eficazmente com o problema" e "promover a atenção dos pais, educadores e outras testemunhas" para aumentar a confiança na denúncia aos polícias da Escola Segura como forma de desencadear a resolução desta problemática.

CMP // JMR

Lusa/fim

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