"Como é do conhecimento de todos, muito brevemente o país estará em plena campanha com vista às eleições presidenciais de 18 de julho", disse Evaristo Carvalho.

"Preocupa-me sobremaneira as ações de campanha que certos candidatos vêm desenvolvendo, desde já, provocando a concentração de enormes massas de pessoas com todo o risco que isso acarreta", acrescentou o Presidente da República.

Evaristo Carvalho que se pronunciava na abertura de mais uma reunião do Comité de Crise que decorre no palácio presidencial referiu que o "enorme número de pessoas" nos "ajuntamentos frequentes fazem aumentar ainda mais os riscos de uma contaminação em massa, com todas as suas consequências".

O chefe de Estado sublinhou que o caso torna ainda mais preocupante com "o relaxamento que se vem verificando há já algum tempo das medidas de prevenção".

O governante lembrou que apesar das vacinas e dos progressos registados globalmente na luta contra a pandemia da Covid-19, "ela permanece uma ameaça contra a humanidade em geral e contra as populações dos países frágeis e vulneráveis como o nosso, cujo sistema de saúde e mecanismos de prevenção e contenção de catástrofes são quase inexistentes".

Evaristo Carvalho citou os casos de Portugal e Cabo Verde onde, mesmo com "instituições mais sólidas, não foi possível resistir ao avanço da pandemia após a realização de eleições e, consequentemente, ações de massa".

O presidente são-tomense apelou aos políticos para "aprender com os outros, tirar as devidas lições com as experiências desses países amigos e que nos previnamos corretamente para que se evite males maiores".

O chefe de Estado diz estar de acordo com "aqueles que defendem que a Covid-19 não pode constituir um empecilho ao exercício pleno da democracia", mas apela para que este exercício seja "cumprido com a devida cautela, prevenção e precaução".

Instou, por isso, o governo a "melhorar a capacidade organizativa, reforçar tanto quanto possível a eficácia das medidas de preventivas e de precaução" durante o período da campanha eleitoral para evitar o que considera de "uma incontrolável explosão das contaminações no seio das populações".

"Concordarão comigo que nos dias de hoje é preciso fazer cumprir as medidas legalmente adotadas, não podendo esperar que subitamente as nossas populações alterem o seu comportamento, quando o apelo e a tentação para o desmando e a folia são maiores", concluiu Evaristo Carvalho.

A reunião do Comité de Crise que se prolonga até ao final da tarde deverá concluir com algumas recomendações.

São Tomé e Príncipe tem um total de 2354 pessoas com Covid-19, 13 das quais estão sob vigilância, sendo seis em isolamento domiciliar na ilha de são Tomé e outras sete na ilha do Príncipe.

O número de óbitos mantém-se em 37 e 2304 pessoas são dadas como recuperadas.

MYB // SF

Lusa/fim

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