A avenida Kumba Ialá vai do cruzamento que liga os bairros de São Paulo ao Enterramento, junto ao palácio do Governo, até ao prédio dos Combatentes da Liberdade da Pátria, no bairro de Plubá.

Perante o primeiro-ministro, Nuno Nabiam, junto de Elisabete Ialá, viúva de Kumba Ialá, e de várias personalidades guineenses, Umaro Sissoco Embalo defendeu que a atribuição do nome de uma avenida ao falecido presidente "é o reconhecimento pelo seu papel na afirmação da democracia" na Guiné-Bissau.

Sissoco Embalo afirmou que é um adepto do estilo político de Ialá, de quem, disse, copiou a forma de fazer campanha eleitoral.

"Fiz a minha campanha em 2019 inspirado um pouco no Kumba Ialá e no Sissoco", disse Embalo, salientando que aquele era um defensor da democracia, da soberania nacional, mas sempre com princípios, notou.

O presidente guineense elogiou ainda a postura de Kumba Ialá, para salientar que "nunca falou mal da Guiné-Bissau no estrangeiro, mesmo quando esteve exilado em Marrocos, depois de ter sido derrubado por um golpe militar".

Kumba Ialá chegou a presidente da Guiné-Bissau em fevereiro de 2000 e, em setembro de 2003, foi afastado pelos militares.

Umaro Sissoco Embalo lembrou que Kumba Ialá é o político eleito com maior número de votos dos guineenses, 72%, e que nos próximos 30 anos tem dúvidas se haverá algo semelhante.

"Aquela votação", notou Embalo, "contou com a maioria de guineenses, independentemente da pertença étnica", disse.

"Temos de evitar o sectarismo étnico, trabalhar para manter a coesão nacional, como fez Kumba Ialá", sublinhou o presidente guineense.

Kumba Ialá morreu, em Bissau, aos 61 anos, segundo fontes médicas após uma crise cardíaca, no dia 04 de abril de 2014, quando faltavam 10 dias para as eleições presidenciais, andando em campanha a favor de Nuno Nabiam, atual primeiro-ministro guineense.

Ialá foi um dos fundadores do Partido da Renovação Social (PRS) em relação ao qual mantinha uma certa distância à altura da sua morte.

MB // MAG

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