As investigações sobre a facada que Bolsonaro sofreu num comício na campanha para as eleições presidencial de 2018, nas quais acabou por ser eleito, foram reiniciadas a pedido da defesa do ex-Presidente, que insiste publicamente que houve uma conspiração de partidos de esquerda para acabar com sua vida.

Num comunicado divulgado hoje, a autoridade policial brasileira explicou que, "após retomada de investigações para identificar possíveis envolvidos no atentado contra o então candidato à Presidência da República Jair Messias Bolsonaro em 2018, a Polícia Federal concluiu que houve apenas um responsável pelo ataque, já condenado e preso".

"Durante as diligências, foram cumpridos mandados de busca e apreensão para nova análise de equipamentos eletrónicos e documentos. Outros possíveis delitos foram descobertos, relacionados a um dos advogados de defesa do envolvido no ataque, mas sem qualquer ligação com os factos investigados", acrescentou o mesmo comunicado.

A Polícia Federal manifestou-se a favor do arquivamento do caso no relatório final realizado a pedido do Ministério Público Federal do país. Agora, caberá à Justiça brasileira uma decisão pelo arquivamento ou pela continuidade do inquérito policial.

O autor do crime, preso no mesmo dia do ataque, foi declarado inimputável pela Justiça, uma vez que foi determinado que sofre de transtornos mentais, pelos quais está internado num hospital psiquiátrico onde deverá permanecer por tempo indeterminado.

O ataque ocorreu no dia 06 de setembro de 2018 na cidade de Juiz de Fora, no estado brasileiro de Minas Gerais, durante um comício de campanha eleitoral de Bolsonaro para as eleições Presidenciais realizadas em outubro daquele ano.

Desde então, Bolsonaro sustenta que há indícios de que o ataque foi encomendado pela esquerda e afirma que Bispo era um ex-militante do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que tentaria impedir a sua previsível vitória nas urnas.

Porém, nas três investigações que a Polícia Federal realizou até agora, as conclusões foram as mesmas, de que o autor do crime agiu sozinho.

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