"O programa económico do PSD é verdadeiramente um embuste. É verdadeiramente um instrumento sem qualquer credibilidade", criticou.

O socialista falava na apresentação do programa eleitoral que PS, que decorre no Teatro Thalia, em Lisboa.

O ministro e terceiro candidato a deputado do PS por Lisboa sustentou que o programa do PSD "não se funda em olhar a realidade, prever e antever como ela vai ser e partir daí derivar as políticas e os constrangimentos que se colocam".

"Não foi assim que o PSD fez, seguiu o princípio de dar tudo a todos, prometer tudo a todos, dar o que não existe", assinalou.

Fernando Medina dirigiu-se diretamente ao presidente do PSD e deixou uma garantia: "Mesmo que as coisas fiquem mais difíceis do que nós prevemos, nós temos condições para cumprir tudo o que está no programa eleitoral do PS".

O dirigente socialista indicou também que as propostas do PS foram elaboradas "em função de expectativas prudentes, realistas", para assegurar que é possível "cumprir os compromissos".

"Só prometemos aquilo que podemos cumprir. Prometemos com prudência, sabendo que em piores circunstâncias poderemos cumprir o que prometemos", salientou.

Fernando Medina salientou que o cenário macroeconómico e programa eleitoral do PS são um "exercício de credibilidade", "assente na previsibilidade".

"Uma política sem sobressaltos, de constância, uma política de verdade, é isto que é proposto neste programa, é isto que é proposto aos portugueses e é isto que assegurará os resultados da melhoria das condições de vida para todos", acrescentou.

O ministro das Finanças indicou que o cenário macroeconómico do PS "coloca mais quatro anos de convergência da economia portuguesa com outras economias, com a Zona Euro, com a União Europeia".

O aumento do investimento público para níveis "sem precedentes" e continuar a "recuperação de rendimentos" são também objetivos do PS.

O governante considerou que é possível "agora investir mais" do que no passado sem o trabalho dos últimos governos socialistas para "o saneamento das contas públicas".

O ministro das Finanças destacou também as medidas postas em prática pelos últimos socialistas nos últimos anos, salientando por exemplo que atualmente "estão a trabalhar mais um milhão de portugueses do que em 2015", que o aumento do salário mínimo nacional provocou uma subida das remunerações médias.

"Entre a recuperação de rendimentos, a redução sustentável da tributação do trabalho e das pensões, a previsibilidade no caminho com que íamos fazer, reforçada agora com acordos de rendimentos com o setor privado e público, e o aumento consistente das pensões e dos apoios sociais, foi esta a nossa política, a nossa resposta àqueles que durante anos disseram que não havia alternativa", afirmou.

Medina defendeu ainda que "não é possível ter finanças em ordem com políticas de austeridade, de cortes, de redução do emprego, de aumento do desemprego, essa receita falhou".

Antes, António Arnaut subiu ao púlpito para falar em saúde e considerou que o que está em causa nestas eleições é saber que sistema de saúde os vários partidos querem para o país e defendeu que o SNS "tem dificuldades, mas responde quando os portugueses necessitam".

O neto daquele que foi considerado o "pai do Serviço Nacional de Saúde" disse que a "direita partidária dá como grande argumento que o PS está lá há oito anos", mas assinalou a alteração da Lei de Bases da Saúde foi alterada em 2019 e a publicação do estatuto do SNS em 2022, argumentando que "há ano e meio que o PS está a tentar mudar o paradigma da saúde para o trazer de volta para um sistema que é aquele que está constitucionalmente consagrado".

FM // SF

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