"Antes de mais dar aqui os meus agradecimentos a todos os que me acompanharam, à embaixada de Portugal, ao embaixador que se disponibilizou e que assim permitiu superar uma situação que era confrangedora, ou seja, tinha a marcação da defesa para o dia de hoje e não tive autorização para deixar o país e corria o risco de não poder defender a minha tese", afirmou Domingos Simões Pereira.

O líder do PAIGC falava aos jornalistas no Centro Cultural Português, em Bissau, no final da defesa da tese, na qual obteve 19 valores, "dedicada à questão da democracia liberal nos contextos da África subsaariana e especificamente da Guiné-Bissau", explicou.

"Levei para a tese todas as minhas interrogações, que eu penso que são interrogações de todos os guineenses. Todos queremos perceber porquê que este ciclo de crises impede o crescimento e por via dessa falta de crescimento não atingimos a via da democracia", afirmou Domingos Simões Pereira.

O líder do PAIGC explicou que encontrou "várias asserções que indicavam que África não é propensa a regimes do tipo democrático e democrático liberal".

"Foi muito interessante visitar vários politólogos, antropólogos e filósofos que demonstraram claramente que isso não correspondia à verdade e que era uma questão de escolhas, quem faz más escolhas não pode ter bons resultados", salientou.

O Ministério Público da Guiné-Bissau impôs a obrigação de permanência no país ao deputado e líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), apesar de a Assembleia Nacional Popular se ter recusado a levantar a sua imunidade parlamentar.

Em 2021, na sequência do pedido, a comissão de ética do parlamento decidiu unanimemente não levantar a imunidade do líder do PAIGC por falta de existência de elementos suficientes.

MSE // RBF

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