"O número de franceses nas unidades de cuidados intensivos fala por ele próprio: as pessoas vacinadas são 10 vezes menos frequentes do que os não vacinados nestes serviços. [...] Ser livre não é recusar as medidas: estas pequenas restrições no nosso quotidiano são a chave da nossa liberdade", disse hoje o ministro da Saúde francês, Olivier Véran, em conferência de imprensa.

Apesar da quinta vaga de infeções que está a afetar o país, o executivo francês optou por afastar nesta fase um eventual confinamento ou recolher obrigatório, decidindo avançar para um reforço do processo de vacinação e para um endurecimento de algumas medidas.

Assim, a partir deste fim de semana, todos os franceses com mais de 18 anos podem efetuar uma marcação para receberem uma terceira dose da vacina anti-covid, caso tenham tomado a segunda dose há mais de cinco meses.

"Na prática, isso diz respeito a 25 milhões de franceses, seis milhões dos quais já receberam o seu reforço, o que significa que existem 19 milhões de franceses que são elegíveis, neste momento, para este reforço e apelamos para que o façam nos próximos dois meses", precisou o ministro.

As autoridades vão dar dois meses de tolerância aos vacinados com as duas doses para tomarem a terceira dose.

A partir de 15 de janeiro, os passes sanitários de quem decidir não tomar a dose de reforço serão desativados, impedindo assim o acesso a locais públicos como espetáculos, restaurantes ou bares.

O ministro assegurou que a França tem 25 milhões de doses disponíveis para esta nova etapa de vacinação.

As estimativas apontam que nos próximos dois meses mais de 10 milhões de franceses terão de tomar a dose de reforço para conservar a validade do respetivo passe sanitário.

Para quem rejeitar a vacinação, o Governo francês anunciou a redução da validade dos testes PCR (teste molecular) e antigénicos para 24 horas, sendo que até agora era de 48 horas.

No que diz respeito a medidas preventivas, a utilização da máscara volta a ser obrigatória em todos os locais fechados, incluindo discotecas, e nalguns sítios ao ar livre, por exemplo, nos populares mercados de Natal que se realizam em várias cidades francesas.

Na área da educação, França vai deixar de encerrar as turmas do ensino primário quando um caso positivo é detetado, com as autoridades a preferirem testes a todos os alunos e a continuação das aulas para os que não estão infetados, segundo anunciou, por sua vez, o ministro da Educação, Juventude e Desporto, Jean-Michel Blanquer.

Esta semana, estão fechadas em França 8.500 turmas devido a casos positivos de covid-19.

A França registou esta semana mais de 30 mil novos casos diários de covid-19, o número mais elevado desde o início de agosto.

A pandemia provocou cerca de 119.000 mortos em França, em mais de 7,4 milhões de infeções.

CYF // SCA

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