Essa posição "não significa que sejamos complacentes", disse Marcon, numa alusão ao assassínio de 2018 do jornalista saudita Jamal Khashoggi no consulado do seu país em Istambul e que em certa medida comprometeu a imagem do príncipe herdeiro saudita Mohammed ben Salmane (MBS), o homem forte do reino.

O Presidente francês fez estas declarações nos Emirados Árabes Unidos, devendo prosseguir a sua deslocação à região esta noite no Qatar, e de seguida na Arábia Saudita, onde no sábado será um dos primeiros dirigentes ocidentais e encontrar-se com "MBS" após o assassínio de Khashoggi.

"Assinalo que a Arábia Saudita organizou o G20 no ano que se seguiu [ao caso Khashoggi] e não notei que muitas potências tenham boicotado o G20", disse ainda o Presidente francês.

"Sempre fomos claros sobre a questão dos direitos humanos ou sobre este caso", afirmou.

"A França tem uma função a desempenhar na região (...) mas como tentar promover a estabilidade da região, como pretender atuar no Líbano e em tantos outros assuntos se ignorarmos o primeiro país do Golfo em termos de geografia e de dimensão", interrogou-se o chefe de Estado francês.

"Isso não significa que sejamos complacentes, isso não significa que esqueçamos", insistiu.

"Mantemo-nos um parceiro exigente, mas é necessário falar, permanecer comprometido" na região, "caso contrário não existirá diálogo possível", disse o Presidente francês.

Macron está envolvido desde há um ano na tentativa de garantir que o Líbano ultrapasse a sua pior crise económica e social da sua história. As relações entre Beirute e os Estados árabes do Golfo deterioraram-se nos últimos anos devido à crescente influência do Hezbollah pró-iraniano.

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