A China consumiu 394,5 mil milhões de metros cúbicos de gás natural no ano passado, disse a comissão, citada pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua.

Em dezembro, o consumo cresceu 9,5% face ao mesmo mês de 2022 e atingiu 37,7 mil milhões de metros cúbicos.

A China produziu 229,7 mil milhões de metros cúbicos de gás natural em 2023, mais 5,8% do que no ano anterior, de acordo com dados oficiais.

O Governo chinês, país que é atualmente a maior fonte de poluição do mundo, tem prometido reduzir a dependência do carvão na produção de energia, cuja procura continua a aumentar.

No entanto, a China "acelerou dramaticamente" em 2022 a aprovação de licenças para centrais energéticas a carvão devido a problemas de abastecimento, de acordo com um relatório do Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo e do Global Energy Monitor.

O documento alertou para a elevada dependência do carvão, depois da China ter vivido uma onda de apagões sem precedentes em 2021 devido ao aumento da procura e à escalada dos preços do carvão.

Em 2020, o Presidente chinês, Xi Jinping, anunciou que o país ia atingir o pico das emissões de carbono em 2030 e alcançar em 2026 a neutralidade de carbono, num contexto de crescente preocupação global com as alterações climáticas.

Pequim prometeu também atingir, em 2030, a meta de 25% da energia gerada por combustíveis não fósseis, sendo que atualmente o carvão representa uma fatia de 60%.

A China tem apostado sobretudo nas energias eólica e solar para atingir as metas de redução das emissões de carbono, mas planeia também uma expansão da capacidade de energia nuclear nos próximos anos.

O gás natural desempenha um papel importante para Pequim, que nos últimos anos reforçou a cooperação com a Rússia para garantir o fornecimento desta fonte de energia.

VQ // EJ

Lusa/Fim

A dose certa de informação. Sem contraindicações.

Subscreva a newsletter Dose Diária.

Esteja em cima do acontecimento.

Ative as notificações do SAPO.

Damos tudo por tudo, para que não lhe falte nada de nada!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #portalSAPO nas suas publicações.