A WWF gostaria que o fórum produzisse "compromissos de alto nível das instituições financeiras, de forma a assegurar o desbloqueio de fundos em apoio de uma economia azul sustentável em África".

A associação apela também a compromissos "dos decisores que se traduzam em ações concretas" concordantes com os objetivos de desenvolvimento sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Entre os problemas marítimos enfrentados por África, a coordenadora da WWF Madagáscar para o Programa Economia Azul Sustentável, Dresy Lovasoa, destaca a sobrepesca, incluindo de várias espécies de atum, e a pesca ilegal e não regulada, que todos os anos ???origina "perdas estimadas nos 400 milhões de dólares" (cerca de 380 milhões de euros) só na região da África Oriental.

Em declarações à Lusa, Lovasoa afirmou que às consequências das alterações climáticas se somam problemas na gestão de recursos comuns, "tais como as espécies migratórias" de pescado.

Nesse sentido, defendeu a "participação efetiva das comunidades costeiras no processo de decisão relativo à gestão dos recursos marinhos", dotadas de meios para serem eficazes enquanto "guardiãs das orlas costeiras" e retirarem benefícios destes processos.

A Conferência dos Oceanos de 2022 é coorganizada por Portugal e pelo Quénia e decorrerá de 27 de junho a 1 de julho, na capital portuguesa.

A ONU descreve o evento como um apelo à ação, exortando "os líderes mundiais e todos os decisores a aumentarem a ambição, a mobilizarem parcerias e aumentarem o investimento em abordagens científicas e inovadoras, bem como a empregar soluções baseadas na natureza para reverter o declínio na saúde dos oceanos".

 

JOZM/ // PJA

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