"É necessário que tenhamos em consideração os interesses comuns e de longo prazo da região, desempenhemos um papel positivo e construtivo na paz, na estabilidade e no desenvolvimento regionais e façamos coisas mais concretas para a cooperação da Ásia-Pacífico, com uma mentalidade sã e construtiva", disse, na sexta-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

Zhao Lijian sublinhou, em conferência de imprensa, que a China e a ASEAN "não procuram jogos de soma zero" ou impulsionar a "confrontação de blocos".

A cimeira da ASEAN, que decorreu na quinta e na sexta-feira, em Washington, juntou os líderes da organização, à exceção do líder da junta militar no poder em Myanmar (antiga Birmânia).

"Estamos a iniciar uma nova era nas relações EUA-ASEAN", notou o Presidente norte-americano, Joe Biden, durante uma reunião realizada na sexta-feira nas instalações do Departamento de Estado.

Aos líderes presentes, Biden disse que Washington continua comprometido com um Indo-Pacífico "livre, estável, próspero, resiliente e seguro", referindo-se às aspirações da China na região, mas sem o mencionar expressamente.

Numa declaração conjunta, citada pela agência de notícias Europa Press, os vários países sublinharam a importância de manter "paz, estabilidade e prosperidade" no mar do Sul da China, reafirmando o compromisso de procurar "uma solução pacífica para as disputas", de acordo com o Direito Internacional, já que, Pequim mantém, há anos, litígios territoriais com Vietname, Brunei, Malásia e Filipinas por várias ilhas localizadas na área.

A ASEAN integra Brunei, Camboja, Indonésia, Laos, Malásia, Filipinas, Singapura, Tailândia, Vietname e Myanmar.

CAD (RCS)//EJ

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