Uma Causa forte e empenhada, corajosa e verdadeira, move mundos, move pessoas, faz acreditar que tudo é possível, faz-nos ser melhores! O efeito é positivo!

Se for manchada pela incongruência, fraqueza e mentira, é uma deslealdade que leva à distância, por vezes à revolta. O efeito é negativo.

As palavras que anunciam causas não podem, mesmo, ser vãs pelo quanto podem transformar quem as ouve e quem as segue, tanto positiva, quanto negativamente.

E é assim que, quando falamos em “causas”, temos de estar bem conscientes que causam...efeitos, criam impactos no que nos rodeia, nas pessoas e na Vida.

As palavras, que as leva o vento, já todos sabemos e, por isso, verdadeiramente importante são os factos. Entre o que dizemos e o que fazemos, tem de existir coerência e, sem ser por coincidência, a maior coincidência possível.

A seriedade dos compromissos que assumimos só causa o efeito visado se os cumprirmos com rigor equivalente.

A nossa ação é, pois, avaliada e qualificada de forma valorativa.

Esses valores que transmitimos têm sempre inerentes na sua essência um quadro mental, uma forma de “ser”, um comportamento ético.

A palavra ética que derivada do grego ethos, que significa, "hábito", "comportamento", "modo de ser", resume-se no conjunto de princípios que orientam as ações humanas e a capacidade de avaliar essas ações.

E que princípios devem ser esses que comandam o nosso “modo de ser”?

O “ser” é precisamente aquilo por que mais temos de lutar ao longo das nossas vidas, pois somos imperfeitos, temos de evoluir para melhor, refletir e agir, enquanto pessoa, bem como estar atentos e prever as consequências dos nossos atos.

A este respeito, há uma mensagem antiga, do tempo em que a ética não estava transposta para regras matemáticas de Bem e de Mal (o Direito), mas nos era explicada através de metáforas (os textos religiosos) que poderia resolver, diria, tudo.

Esta mensagem, repetida nos textos bíblicos em vários contextos, ensina como guia de comportamentos que: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”.

O que se visa são duas mensagens importantes: primeiro que temos de gostar de nós próprios, ser felizes e tranquilos com o que somos, sabermos construir o melhor de nós, e depois, com a consciência de nós próprios (o “Sentimento de Si”, de António Damásio), sabermos amar o próximo (a todos...à Vida, sem qualquer distinção), da mesma forma e intensidade que a nós próprios.

É difícil, muito mais até do que possa parecer, mas se o amor for o princípio ético reinante que molda os nossos comportamentos, tudo estará ao alcance de ser vencido.

Se optarmos por causar amor e se a essa nossa Causa se juntarem muitas outras pessoas, seguramente o mundo será um lugar melhor para todos.

Causa a Causa, Efeito mais Efeito.

É importante termos Causas, querermos causar mudança positiva, não desistirmos de ser melhores, individual e coletivamente.

E juntos temos de pensar num melhor presente para um futuro promissor, alicerçados na consciência de quem somos e na consequência dos nossos atos, com uma ética de causar amor.

Ao imaginar futuro promissor, constata-se que a emergência de um desenvolvimento sustentável mais não é do que saber pensar e agir com amor ao próximo, à Vida, (como a nós próprios) e nos efeitos que causamos ao ser quem e como somos.

O Relatório Brundtland, de 1987, também designado Nosso Futuro Comum, veio formalizar que “o desenvolvimento sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem as suas próprias necessidades” ou seja, significa possibilitar que as pessoas, agora e no futuro, atinjam um nível satisfatório de desenvolvimento social e económico e de realização humana e cultural, fazendo, ao mesmo tempo, um uso razoável dos recursos da Terra e preservando as espécies e os habitats naturais.

O desenvolvimento sustentável, envolve não só as componentes económica, ambiental e social, como também os aspetos espaciais e territoriais, a cultura e a política, buscando de forma holística um equilíbrio entre todas as componentes e sendo certo que ao impactar numa, inexoravelmente se repercutirá nas demais, pois, apesar da classificação ser imprescindível para o seu entendimento, na realidade são indissociáveis e interdependentes.

O desenvolvimento sustentável é um repensar de juízos valorativos sobre o que somos e a consequência dos nossos atos, para o futuro, para todos ... para a Vida no Planeta azul, a nossa Terra. É um querer ser e agir por uma Causa de e com amor, a nós e ao próximo e ao seguinte.

O conceito de sustentabilidade só pode ser apreendido como um pensamento ético de abrangência holística, uma filosofia de vida e pela Vida, que busca o equilíbrio necessário à continuação.

Abraçar uma Causa é buscar esse equilíbrio a pensar em todos.

E, para ajudar, nada como as palavras de Antoine de Saint-Exupéry na famosa obra “O Principezinho”: “Só se vê bem com o coração...o essencial é invisível para os olhos”.

Causa Amor.

Pela Paz, pelo Amor, em memória de quem um dia me ensinou “Ama o próximo como a ti mesma”, o meu pai, Alcindo Costa.

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