Nasceu em 1962 graças ao empenho de Sheila Stilwell, mãe de uma criança com Síndrome de Down, e da pedopsiquiatra Dr.ª Alice de Mello Tavares.

Desta Associação, nasceram 30 congéneres cobrindo quase todos os distritos do país.

Agora, como há 60 anos, somos guiados por uma muito nobre missão: “promover a inclusão das pessoas com deficiência ou incapacidade na sociedade, com qualidade de vida no respeito pelos princípios que consagram o direito ao exercício de plena cidadania”.

Nestas seis décadas de trabalho, fomos inovadores e pioneiros em diferentes áreas:

- a abertura, em 1978, da creche “A Tartaruga e a Lebre”, a primeira creche inclusiva do país e das primeiras da Europa;

- a abertura de um Centro de Formação Profissional, tendo em vista a inclusão no mercado de trabalho;

- a criação de um Centro de Recursos para a Inclusão que acompanha o movimento da Escola Inclusiva.

Ao longo dos anos, face à crescente procura e à necessidade de responder às solicitações das famílias, a APPACDM de Lisboa foi criando outras estruturas de atendimento.

Hoje, esta Associação acompanha cerca de 650 crianças, jovens e adultos, nos concelhos de Lisboa, Almada e Cascais, em respostas sociais de Creche, Centro de Recursos para a Inclusão, Atividades de Capacitação para a Inclusão, Formação e Emprego e Lares Residenciais. Ou seja, apoiamos ao longo de toda vida, as Pessoas com Deficiência Intelectual e as suas Famílias.

Contamos com uma equipa de 250 colaboradores e cerca de 800 associados e voluntários em diversas áreas. Todos juntos procuramos corresponder aos mais diferentes desafios!

Nos anos 60, o desafio foi o de mudar o paradigma no cuidar da pessoa com deficiência intelectual. Nessa altura, as famílias recorriam à abordagem médica, psiquiátrica, para os filhos diagnosticados, genéricamente, com doença mental. A criação da APPACDM de Lisboa representou uma resposta a partir das famílias, do movimento parental, proporcionando um local onde o cuidar comportava também as terapias, a ocupação de tempos livres, a autonomia, visando a afirmação das suas identidade e a inclusão social.

O desafio agora é ir mais longe!

Afirmar a Diferença Intelectual, para que esteja presente quando se fala em igualdade de oportunidades, educação, inclusão, acesso a emprego, cultura, desporto, política, e também de financiamentos, europeus ou nacionais.

É preciso que o poder político, central e autárquico, ouça mais e melhor as associações que acompanham as pessoas com deficiência intelectual e que sejam parte, de facto presente, na procura das respostas que este tema requer.

É preciso que os recursos humanos destas associações sejam mais valorizados, nas carreiras, salários e condições de trabalho.

É preciso que o futuro – que construímos com 60 anos de existência –  ajude a criar uma sociedade verdadeiramente inclusiva. Com um olhar primeiro para a Pessoa e só depois para a sua Deficiência Intelectual.

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