
Um dos investimentos preferidos para as poupanças dos portugueses – os certificados de aforro – tem vindo a apresentar uma diminuição na sua rentabilidade. Segundo informação revelada pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP), na semana passada, a taxa bruta de remuneração dos certificados de aforro da série F (a única atualmente ativa) baixou dos 2,011% em julho para os 1,987%. Esta remuneração aplica-se aos títulos de dívida subscritos em novembro de 2024 e no início de 2025.
As séries anteriores dos certificados de aforro (que já se encontram encerradas) oferecem rentabilidades bastante superiores. As séries A e B, que abrangem subscritores anteriores a 1 de junho de 1989, apresentam uma taxa de remuneração de 3,13% a partir deste mês.
A série A foi criada em dezembro de 1960 e encerrada em 1986, sendo que ainda existem certificados desta série que não foram resgatados pelos seus subscritores e continuam a gerar juros. A série B foi lançada em 1986 e encerrada em 2008. Seguiu-se a série C, lançada em 2008 e encerrada em 2015. Todas estas séries apresentavam condições de rentabilidade distintas, com diferentes prémios de permanência e prazos de maturidade.
A série D foi lançada a 30 de janeiro de 2015 e esteve disponível até 27 de outubro de 2017. Tinha uma maturidade de 10 anos, com prémios de permanência de 0,5% entre o segundo e o quinto ano, aumentando para 1% entre o sexto ano e a maturidade.
A série E, lançada a 30 de outubro de 2017 e encerrada a 2 de junho de 2023, seguia exatamente as mesmas condições de prazo e prémios de permanência da série D.
Já a série F, lançada a 2 de junho de 2023 e revista a 18 de setembro de 2024, apresenta uma maturidade mais longa (15 anos), com vários escalões de prémios de permanência que acrescem à taxa base: 0,25% do segundo ao quinto ano; 0,5% do sexto ao nono ano; 1% no décimo e décimo primeiro anos; 1,5% no décimo segundo e décimo terceiro anos; e 1,75% no décimo quarto e décimo quinto anos.
Segundo os últimos dados do Banco de Portugal, referentes a junho deste ano, os portugueses tinham investido mais de 37,8 mil milhões de euros em certificados de aforro, com as subscrições a aumentarem de forma sustentada desde outubro de 2023.