"O Sindicato dos Jornalistas exorta as Federações Internacional e Europeia de Jornalistas a apresentarem um protesto junto do Comité Olímpico Internacional quanto à forma excessiva como estão a ser implementadas medidas que acabam por não permitir uma cobertura livre de um dos maiores eventos desportivos do mundo", apelou o sindicato, em comunicado.

De acordo com a estrutura sindical, os jornalistas que estão a fazer a cobertura dos Jogos Olímpicos na capital do Japão "estão a ser alvo de restrições que põem em causa a liberdade de imprensa", com um manual de restrições que "é constantemente atualizado" e que, por exemplo, impõe aos profissionais uma quarentena em hotéis específicos e a proibição de utilizar transportes públicos ou frequentar restaurantes, bares e pontos turísticos.

"Nos hotéis em que estão instalados não são servidas refeições, pelo que os jornalistas podem apenas sair quinze minutos por dia para as comprar, tendo que as ingerir nos seus quartos", explicou o sindicato, acrescentando que, para sair do edifício, os jornalistas têm também de informar as autoridades da hora a que saem e a que entram.

Neste sentido, o SJ exortou a FEJ e a FIJ a seguirem a postura da Internacional Press Association e da Associação de Imprensa dos Estados Unidos, que já questionaram a legitimidade daquelas regras.

"Apesar do aumento do número de casos de covid-19 na capital japonesa e a necessidade de implementar medidas restritivas para conter o contágio, o Sindicato dos Jornalistas não pode deixar de classificar como excessivo o conjunto de regras e normas previstas no manual de imprensa adotado para o evento", sublinhou.

A capital japonesa vive, neste momento, o seu quarto estado de emergência, que se manterá até 22 de agosto, abrangendo a duração total dos Jogos Olímpicos, que começam na sexta-feira e terminam em 08 de agosto.

Os adeptos estão banidos de todos os locais na área de Tóquio.

MPE // CSJ

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