O país registou melhorias significativas nas categorias de "Participação, direitos e inclusão", mas o progresso está a abrandar em "Desenvolvimento humano", de acordo com o índice elaborado pela Fundação Mo Ibrahim.

Nos últimos cinco anos, registou um declínio nas categorias de "Bases para as oportunidades económicas" e "Segurança e Estado de direito", apesar de a trajetória ao longo da década ser positiva ou estável.  

O Índice Ibrahim de Governação Africana (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação em 54 países africanos através da compilação de dados estatísticos do ano anterior.  

Apesar de ter registado um progresso ligeiro de 1,1 pontos na última década, entre 2012 e 2021, a curva de crescimento que o IIAG vinha a registar desde 2014 estagnou desde 2019.  

A desaceleração, que coincide com o período da pandemia covid-19, deve-se sobretudo ao aumento de conflitos armados, repressão contra civis e retrocessos democráticos em geral, que causaram deteriorações em termos de segurança, respeito do Estado de direito, participação e direitos civis.

Estes recuos anularam avanços registados em África com mais oportunidades económicas e desenvolvimento humano, em particular no acesso a cuidados de saúde. 

BM // JH 

Lusa/fim

 

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