Numa primeira fase, as autoridades identificaram 19 produtos de plástico com elevado potencial de se tornar lixo e proibiram produção, importação, armazenamento, distribuição e venda.

Copos, palhinhas e pauzinhos de gelado são alguns dos objetos proibidos pela nova política, que contempla ainda a eliminação e substituição de sacos de plástico descartáveis.

Apesar de milhares de outros produtos de plástico estarem excluídos da interdição, como garrafas de água ou sacos de batatas fritas, o Governo estabeleceu metas para que os fabricantes sejam responsáveis pela reciclagem ou destruição destes após a utilização.

Entretanto, fabricantes de plástico já apelaram às autoridades para que adie a proibição, citando a inflação e possíveis perdas de empregos, mas o ministro do Meio Ambiente indiano disse que a medida está a ser preparada há um ano.

"Agora esse tempo acabou", afirmou Bhupender Yadav, durante uma conferência de imprensa, em Nova Deli.

Esta não é a primeira vez que a Índia considera uma proibição do plástico, embora as iniciativas nunca tenham adquirido esta dimensão nacional, estando direcionadas para regiões específicas do país.

Grande parte do plástico não é reciclado globalmente e milhões de toneladas acabam por ir parar a mares e oceanos, tendo um impacto negativo na vida selvagem e na qualidade da água potável.

Em 2020, mais de 4,1 milhões de toneladas métricas de resíduos plásticos foram gerados na Índia, de acordo com o organismo de fiscalização da poluição indiano.

CAD // EJ

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