"No novo ciclo orçamental da UE, entre 2021 e 2027, vamos alocar um montante substancial de financiamento e de meios, destinando quase 30 mil milhões de euros em doações para a África subsaariana e um montante muito, muito significativo irá para as energias sustentáveis, que estão no coração da nossa parceria com África", disse Koen Doens.

O responsável falava durante as 'Green Talk' de alto nível "Acelerar a Parceria UE-África para a Transição da Energia Verde", organizada pela presidência portuguesa da UE.

Koens Doens considerou que "as estrelas estão alinhadas" para permitir um aumento do investimento europeu em África na área energética, salientando que essa aposta não pode ser direcionada para os combustíveis fósseis.

"Uma África alimentada por combustíveis fósseis iria criar uma enorme nuvem negra sobre os compromissos assumidos no âmbito do Acordo de Paris", afirmou o responsável, defendendo que existe não só um imperativo político global sobre a transição energética, mas também um incentivo económico.

"Nada grandioso se faz sem política e sem economia, e a diferença entre a procura e a oferta, combinada com o potencial, chama-se oportunidades de negócio", vincou Doens, acrescentando que "África tem o maior recurso solar do mundo, mas tem apenas menos de 1% da capacidade instalada total".

O novo ciclo de financiamento da UE, até 2027, deverá financiar uma parceria que fomente a transição energética, afastando a produção africana dos combustíveis mais poluentes e fomentando as oportunidades mais 'amigas do ambiente'.

"Ao abrigo da parceria renovada, nas vésperas da Cimeira entre a UE e a União Africana, estamos a propor uma parceira para a transição energética e o acesso à energia verde, em três áreas, que são o aumento da percentagem de energias renováveis, o apoio ao acesso a renováveis e a eficiência energética, que é a maneira mais fácil de reduzir custos e baixar a emissão de gases poluentes", concluiu Koens Doens.

O debate de alto nível, que juntou governantes europeus e africanos, e vários empresários do setor, vai terminar com a intervenção do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

MBA // LFS

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