Em junho, a taxa de variação homóloga do indicador para a atividade económica foi de 0,8%, recuperando face aos -0,3% de maio, enquanto a variação homóloga do indicador para o consumo privado passou de 2,7% em maio para 3,9% em junho.

Os indicadores coincidentes são indicadores compósitos que procuram captar a evolução subjacente da variação homóloga do respetivo agregado macroeconómico, pelo que não refletem em cada momento a taxa de variação homóloga do respetivo agregado de Contas Nacionais.

Ressalvando que a incorporação de nova informação pode refletir-se mensalmente na revisão dos valores passados dos indicadores coincidentes, o BdP alerta para que, "na atual conjuntura, face às variações bruscas e significativas nas séries usadas no cálculo dos indicadores coincidentes, é expectável que se verifiquem revisões mensais nestes indicadores superiores às habituais".

"Adicionalmente -- acrescenta -- o perfil alisado subjacente à metodologia de cálculo dos indicadores pode implicar revisões mensais com um sentido que difere ao longo do tempo".

A data da próxima divulgação será 19 de agosto.

Na semana terminada em 18 de julho, o indicador diário de atividade económica (DEI) e a taxa bienal correspondente -- também hoje divulgados pelo BdP -- diminuíram face à semana anterior.

O DEI foi lançado pelo BdP para identificar "mais facilmente" alterações abruptas na atividade económica, mas não constitui uma previsão oficial do banco central ou do Eurosistema.

Uma vez que a evolução recente do DEI se encontra "fortemente influenciada por efeitos base decorrentes dos eventos verificados durante 2020, o que afeta de forma significativa a evolução homóloga da atividade em 2021", a taxa bienal permite mitigar a influência destes efeitos base ao acumular a variação, em dias homólogos, para um período de dois anos.

O DEI cobre diversas dimensões correlacionadas com a atividade económica em Portugal, sumariando a informação das seguintes variáveis diárias: tráfego rodoviário de veículos comerciais pesados nas autoestradas, consumo de eletricidade e de gás natural, carga e correio desembarcados nos aeroportos nacionais e compras efetuadas com cartões em Portugal por residentes e não residentes.

Conforme explica o BdP, a utilização deste tipo de dados de alta frequência "intensificou-se na sequência da crise desencadeada pela pandemia de covid-19", já que, dado o "curto desfasamento" da sua divulgação face ao período de referência, permitem "identificar atempadamente alterações bruscas na atividade económica".

MPE // CSJ

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