"A meteorologia é cada vez mais eficaz e já se percebia que iria ser muito difícil jogar. De qualquer maneira, teríamos de ir aos Açores na mesma. Não é um problema, porque faz parte de um calendário mais preenchido, no qual as equipas grandes já estão sujeitas a estas viagens e desafios nas diferentes competições. O mais difícil de entender é termos iniciado o jogo", reconheceu, ao comentar pela primeira vez o assunto na conferência de imprensa de antevisão à partida em Arouca, na segunda-feira, da 21.ª jornada da I Liga.

Na quarta-feira, o duelo entre Santa Clara e FC Porto foi suspenso pelo árbitro Gustavo Correia aos 27 minutos, quando estava empatado 0-0, face às más condições do relvado do Estádio de São Miguel, em Ponta Delgada, nos Açores, e vai ser retomado entre 27 e 29 de fevereiro, datas originalmente previstas para a primeira mão das 'meias' da prova.

Meia hora depois dessa interrupção, e cumprindo com o regulamento, o juiz principal da associação do Porto regressou ao relvado para testar a capacidade da bola em rolar em diferentes zonas do terreno, que continuava impraticável com chuva e vento persistente.

"Parece-me que [o terreno] até estava pior no início do que com o decorrer do jogo. É um campo típico de um relvado já antigo e que não deixava jogar. Penso que não se jogou e perdeu-se meia hora. Depois, queremos e fica difícil encaixar um novo jogo", enquadrou.

O calendário do conjunto de Sérgio Conceição ficou ainda mais denso, ao dispersar seis encontros de três provas diferentes por 20 dias até à receção ao líder isolado e campeão nacional Benfica, da 24.ª jornada da I Liga, que, para já, está prevista para 03 de março.

"Não vejo o jogo em Arouca como decisivo, porque há muitos pontos em disputa, mas é importante. Temos de correr atrás do prejuízo e sabemos que a margem de erro é muito curta. Por isso, olhamos para todos os jogos como finais. Se perdermos mais vezes no campeonato, ficaremos mais perto de estarmos afastados do principal objetivo", alertou.

O FC Porto procura regressar às vitórias na I Liga, após ter empatado na receção ao Rio Ave (0-0), da última jornada, mas antevê dificuldades face ao "bom momento" do Arouca, que, na quarta ronda, impôs o primeiro de seis deslizes 'azuis e brancos' na prova (1-1).

"Não acaba por ser mais perigoso [encarar os jogos na segunda volta]. Também temos a nossa evolução e estamos num momento em que os atletas cresceram de maneira muito positiva nas suas posições. Todos os jogos são difíceis. Obviamente, à medida que se caminha para o fim do campeonato, a disputa de pontos é cada vez mais difícil", avaliou.

Manifestando estar "100% de acordo" as recentes críticas dirigidas à arbitragem por Luís Gonçalves, diretor-geral para o futebol e administrador da SAD 'azul e branca', Sérgio Conceição foi questionado acerca de possíveis lições extraídas da polémica receção ao Arouca na primeira volta, que teve falhas energéticas no sistema de videoárbitro (VAR).

"Não tenho de ser eu a estudar ou a ver o que correu bem ou não, porque já me basta a minha equipa para dar dores de cabeça. Tenho de ter cuidado, pois, à mínima coisa que diga fora da caixa, metem-me um processo. Eles [Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol] deduzem alguma coisa e é por isso que sou processado", atirou.

O FC Porto, terceiro classificado, com 45 pontos, seis abaixo do líder isolado e campeão nacional Benfica, visita o Arouca, oitavo, com 25, na segunda-feira, às 20:15, no Estádio Municipal de Arouca, num duelo arbitrado por Nuno Almeida, da associação do Algarve.

RYTF // AJO

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