No primeiro dia de julgamento, o representante do MP lembrou que a mulher, de 31 anos, sem antecedentes criminais, "colocou outras pessoas em perigo", mas considerou que as "lesões causadas não foram intencionais", lembrando que a acusada "reconheceu a gravidade do seu comportamento e mostrou-se arrependida".

O advogado da mulher, que viu negada a pretensão de uma sessão à porta fechada, referiu que a sua cliente "é uma pessoa frágil em termos psicológicos" e considerou que essa "fragilidade aumentou muito depois dos acontecimentos em causa, que lhe tornaram a vida num inferno".

Na primeira etapa do Tour, disputada em 26 de junho, a espetadora, que empunhava um cartaz para as câmaras de televisão, derrubou o alemão Tony Martin (Jumbo-Visma), que caiu desamparado no chão e foi atropelado por vários ciclistas, causando um 'efeito dominó' no pelotão.

A espetadora foi detida dias depois para ser interrogada, no âmbito de uma investigação criminal por "lesões involuntárias com uma incapacidade inferior a três meses, por manifesta violação deliberada de uma obrigação de segurança ou prudência".

Depois de ter sido interrogada, em 02 de julho, a mulher, que começou hoje a ser julgada em Brest, saiu em liberdade.

AO // RPC

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