Shawn Mendes, de 27 anos, atuou esta quinta-feira numa Meo Arena esgotada. Mas o concerto foi muito mais do que música: foi uma ode às raízes portuguesas e uma homenagem a Diogo Jota.

Foi já na segunda parte do concerto que Mendes surpreendeu ao vir a palco com uma camisola da Seleção Nacional vestida, com o número 21 e o nome de Diogo Jota escrito atrás.

A homenagem ao ex-futebolista português, que morreu no dia 3 de julho num acidente de viação com o irmão, não foi feita apenas pelo simbolismo do uso da camisola do futebolista português. Mendes foi mais além, ao envergá-la enquanto interpretava a música 'Heart of Gold', que recorda quem já partiu, alguém "com um coração de ouro" que "partiu muito cedo".

A música foi revelada em novembro de 2024 e Shawn Mendes chegou a explicar que simbolizava "o luto pelas pessoas de quem temos saudades, com lágrimas, mas que também é sobre celebrá-las". Em outubro, o artista dedicou o tema a Liam Payne, que morreu aos 31 anos, e agora dedica-a a Diogo Jota.

A plateia aplaudiu, emocionada, o gesto do cantor.

Recorde-se que o internacional português morreu num acidente de viação quando viajava com o irmão André Silva, na zona de Zamora, em Espanha. O carro despistou-se e os dois morreram no local.

Artista recorda origens portuguesas

O artista que está em digressão até outubro com o seu mais recente álbum, 'Shawn', lançado em novembro de 2024, celebrou ainda as suas raízes portuguesas.

Filho de pai português, Manuel Mendes, o cantor destacou a importância das suas raízes e de como se sente "em casa" em Portugal.

"Tenho muita família aqui hoje. Eu estive aqui, em Portugal, algumas vezes quando era mais novo, mas, nos últimos dias, sentado a olhar para o mar, tive pela primeira vez a sensação de estar a voltar para casa . Sou alguém que lida com esse sentimento de pertença e, muitas vezes, quando estou em Portugal, sinto que pertenço . Obrigado por isso", disse durante o concerto desta quinta-feira.

Além desta menção às suas origens, Shawn pôs ainda em prática essa portugalidade que lhe corre nas veias. Na parte final do concerto, já nos créditos, ouviu-se “Uma Casa Portuguesade Amália Rodrigues.