"É essa a sua intenção. Afinal, ele é o número um mundial e adora o Open da Austrália", respondeu Craig Tiley, ao ser questionado pelo canal público australiano ABC sobre se Djokovic pretendia regressar a Melbourne Park no próximo ano.

Para o também presidente da Federação australiana de ténis (TA), a deportação do líder do 'ranking' ATP do país resultou da "constante alteração de condições" e da "má comunicação" com o governo federal de Victoria.

"Mesmo durante a semana passada [já depois da expulsão de Djokovic], as coisas mudaram no que diz respeito às medidas de combate à pandemia [de covid-19]", notou.

Craig Tiley detalhou que a TA, que concedeu uma isenção médica ao sérvio para entrar no país sem estar vacinado contra a covid-19, trabalhou em conjunto com as autoridades nacionais neste processo, mas que, devido à "natureza evolutiva" da variante Ómicron, "houve muitas contradições e complexidade nas informações recebidas".

O diretor do torneio foi, contudo, contrariado pelo primeiro-ministro do estado de Victoria, que insistiu que o sérvio não terá autorização para jogar em Melbourne se não estiver vacinado.

"Rafa [Nadal] tem razão. Tudo isto poderia ter sido evitado se ele [Djokovic] se tivesse vacinado. Essa pessoa acha-se mais importante do que o torneio, mas não é", declarou Daniel Andrews à imprensa.

Djokovic, de 34 anos, foi deportado no passado domingo da Austrália, na sequência de uma decisão judicial que confirmou o cancelamento do visto de entrada do tenista sérvio no país, ficando impedido de defender o título em Melbourne.

O número um mundial tinha recorrido à justiça australiana, mas três juízes do Tribunal Federal confirmaram uma decisão tomada pelo ministro da Imigração, de cancelar o visto do sérvio, que não está vacinado contra a covid-19, alegando motivos de interesse público.

Uma ordem de deportação inclui também, geralmente, uma proibição de três anos de entrar no país.

O ministro cancelou o visto alegando que a presença de Djokovic no país pode constituir um risco para a saúde e "ser contraproducente para os esforços de vacinação de outros na Austrália".

Djokovic chegou a Melbourne em 05 de janeiro, com uma isenção médica que lhe permitiria jogar no Open da Austrália sem estar vacinado contra a covid-19, por alegadamente ter estado infetado, mas o visto foi, inicialmente, cancelado pelas autoridades alfandegárias.

O sérvio, vencedor por nove vezes do 'major' australiano (2008, 2011, 2012, 2013, 2015, 2016, 2019, 2020 e 2021), ficou detido até uma decisão judicial ordenar a sua libertação, mas o governo australiano voltou a cancelar o visto.

Djokovic, que pretendia atingir o recorde de 21 títulos em torneios de 'Grand Slam', caso ganhasse o Open da Austrália, admitiu também ter prestado falsas declarações à entrada na Austrália.

AMG (RPC) // AMG

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