Num comunicado através da rede Telegram, recolhido pela agência Unian, e citado pela agência Efe, Denisova precisa que "até à manhã do dia 21 de maio, a Rússia tinha deportado 1.377.925 pessoas, entre elas 232.480 crianças" e que, no último dia, tinham sido deportados 17.306 cidadãos, entre eles 2.213 menores.

"As declarações da Rússia sobre a suposta transferência voluntária de ucranianos não são verdadeiras. Temos provas irrefutáveis de deportação forçada e pré-planeada", realçou.

Ao mesmo tempo, aludiu como "prova" um vídeo compartilhado hoje no Telegram por Petró Andryushchenko, conselheiro do presidente do Município de Mariupol, que "mostra uma imagem real da deportação" dos moradores desta cidade, tomada ontem integralmente pelas tropas russas, após a saída dos últimos defensores do Regimento Azov da fábrica de Azovstal.

"As pessoas estão cercadas por soldados russos com metralhadoras, indignadas e assustadas" e não podem deixar o local da "chamada 'evacuação'", acrescentou.

São forçados a entrar em autocarros e só, então, informados de que serão levados para o "campo de filtragem" de Bezimenne, no distrito de Novoazovsk, e depois para a Rússia.

Segundo dados muito aproximados, só por este campo já passaram mais de 32.000 cidadãos e "é impossível determinar quantos deles acabaram em câmaras de tortura nos territórios ocupados temporariamente, por 'deslealdade' aos invasores russos e a uma 'operação especial'", disse ainda Denisova.

"Com as suas ações, o país ocupante viola flagrantemente as disposições do artigo 49 da Convenção de Genebra relativa à proteção de pessoas civis em tempo de guerra, que proíbe a transferência forçada ou deportação de pessoas dos territórios ocupados", lembrou.

Lyudmila Denisova considerou também que "a deportação e a transferência forçada de população é um crime contra a humanidade, de acordo com o artigo 7 do Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional.

Denisova pediu à comissão da ONU -- Organização das Nações Unidas para a investigação de violações de direitos humanos durante a invasão militar russa à Ucrânia para que se " leve em conta esses factos criminosas contra a humanidade e violações de direitos humanos pela Rússia na Ucrânia".

EYC // JPS

Lusa/Fim.

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