O candidato Carlos Vila Nova, que conta com o apoio da Ação Democrática Independente (ADI), na oposição em São Tomé e Príncipe, foi confirmado vencedor da primeira volta das presidenciais de 18 de julho.

Segundo os dados definitivos divulgados hoje pelo Tribunal Constitucional (TC), Vila Nova obteve um total de 35.342 votos, correspondentes a 43,3%, representando um aumento face aos 39,47% anunciados pela Comissão Eleitoral Nacional (CEN) nos dados provisórios.

 Guilherme Posser da Costa, candidato apoiado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe/Partido Social Democrata (MLSTP/PSD), no poder, ficou em segundo lugar registando 16.905 votos, correspondentes 20,7%, ou seja, mais 76 votos do que o anunciado pela CEN nos dados provisórios.

O candidato Delfim Neves foi o terceiro mais votado, registando 14.941 votos, correspondes a 18.3%, face aos 16.8% divulgados nos dados provisórios da CEN.

Participaram na assembleia de apuramento geral os cinco juízes do Tribunal Constitucional, três professores de matemática e mandatários de algumas candidaturas e da Comissão Eleitoral Nacional que testemunharam o ato.

O mandatário do candidato Delfim Neves, Hamilton Vaz, abandonou a sessão e acusou o TC de violar a lei, considerando que na Assembleia de Apuramento só deveriam participar três juízes.

"Estando os cinco, se for acionado um recurso este Tribunal já não tem competência para resolver o problema", reclamou Vaz, acrescentando que decidiu "abandonar e deixar os senhores [juízes] com os trabalhos porque está tudo viciado".

Com a proclamação dos resultados definitivos da primeira volta, o Presidente da República cessante, Evaristo Carvalho, deverá indicar uma nova data para a segunda votação, que estava prevista para 08 de agosto, mas será adiada por causa do diferendo que se instalou no TC e bloqueou o processo eleitoral durante a última semana.

A Comissão Eleitoral Nacional enviou ao Presidente da República uma proposta de calendário eleitoral, a que a Lusa teve acesso, onde se prevê a realização da segunda volta das presidenciais em 29 de agosto.

Segundo o documento, a campanha eleitoral deverá iniciar-se no dia 20 e os resultados definitivos serão anunciados em 12 de setembro.

O Presidente da República em exercício, Evaristo Carvalho, termina o mandato em 03 de setembro, altura em que deveria tomar posse o seu sucessor.

O novo calendário eleitoral obriga à prorrogação do mandato de Evaristo Carvalho, o primeiro Presidente são-tomense que não se recandidatou, referindo que "é tempo de passar o testemunho às gerações mais jovens, capazes de imprimir novas dinâmicas".

Estão inscritos nos cadernos eleitorais da Comissão Eleitoral Nacional 123.302 eleitores, sendo 108.609 residentes em São Tomé e Príncipe e 14.693 nos 10 países da diáspora onde foram realizados o recenseamento eleitoral.

Na primeira volta das eleições presidenciais a abstenção foi de 32,24%.

JYAF // LFS

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