Com mais de 99% dos votos apurados, o Partido Nova Unidade, do primeiro-ministro Krisjanis Karins, teve 19%, enquanto a oposição dos Verdes e União dos Agricultores ficou em segundo lugar com 12,5% e a Aliança Nacional (centro-direita) ficou em terceiro com 10,9%.

Apenas oito partidos ou alianças eleitorais ultrapassaram a barreira dos 5%, garantindo dessa forma representação no Parlamento com 100 lugares.

A Aliança Nacional de centro-direita e o partido de centro-direita Desenvolvimento/Por!, ambos parte do atual Governo de coligação minoritário liderado por Karins, estão entre esses partidos com representação parlamentar.

Nenhum dos partidos que estão ligados à minoria étnica russa da Letónia, que representa mais de 25% dos 1,9 milhões de habitantes, conseguiu garantir um lugar no Parlamento.

Karins -- 57 anos e dupla nacionalidade, letã e norte-americana, nascido em Wilmington, Delaware -- disse durante a campanha eleitoral que seria mais fácil prosseguir com o mesmo Governo de coligação, na eventualidade de uma vitória do seu partido.

Valdis Dombrovskis, vice-presidente executivo da Comissão Europeia e ex-primeiro-ministro letão, explicou que este país báltico está a "enfrentar uma situação geopolítica muito complicada, num contexto de agressão da Rússia contra a Ucrânia", aludindo ao facto de a Letônia fazer fronteira com a Rússia e ter aderido à União Europeia e à NATO em 2004.

"A vitória do partido do primeiro-ministro, Nova Unidade, prova que as pessoas votaram numa força política experiente, com um claro rumo euro-atlântico, que pode lidar e liderar um país nesta situação complicada", disse Dombrovskis, num discurso perante os apoiantes do Nova Unidade, em Riga.

A eleição de sábado foi um golpe particularmente duro para o Partido Harmonia, um partido pró-Moscovo, que tradicionalmente serviu de abrigo para a maioria dos eleitores de língua russa da Letónia, incluindo bielorrussos e ucranianos.

O Harmonia teve apenas 4,8% dos votos, comparando com os quase 20% da eleição de 2018, ficando excluído do Parlamento e dissipando as ambições de pertencer a uma coligação governamental.

A invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro, teve um relevante impacto nas atitudes dos eleitores, de acordo com vários analistas, que referem a emergência de uma profunda divisão entre os falantes de russo que se opõem à guerra e aqueles que a apoiam.

Durante a campanha eleitoral, a situação económica da Letónia, incluindo a vertiginosa subida dos preços da energia, foi um tema central, que analistas dizem ter beneficiado os partidos que apoiam o Governo, pela forma como Karins apresentou propostas para lidar com a inflação.

A participação eleitoral inicial foi de 59,4%, de acordo com os dados oficiais, acima dos valores de eleições anteriores.

RJP // MAG

Lusa/Fim

A dose certa de informação. Sem contraindicações.

Subscreva a newsletter Dose Diária.

Esteja em cima do acontecimento.

Ative as notificações do SAPO.

Damos tudo por tudo, para que não lhe falte nada de nada!

Siga o SAPO nas redes sociais. Use a #portalSAPO nas suas publicações.